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Londres, 1910.Belle, de 15 anos, viveu em um bordel em Seven Dials por toda sua vida, sem saber o que acontecia nos quartos do andar de cima. Mas sua inocência é estilhaçada quando vê o assassinato de uma das garotas e, depois, pega das ruas pelo assassino para ser vendida em Paris.Sem poder ser dona de seu próprio destino, Belle é forçada a cruzar o mundo até a sensual Nova Orleans onde ela atinge a maioridade e aprende a aproveitar a vida como cortesã. A saudade de casa — e o conhecimento de que seu status como garota de ouro não durará muito — a leva a sair de sua gaiola de ouro.Mas Belle percebe que escapar é mais difícil do que imaginou, pois sua vida inclui homens desesperados que imploram por sua atenção. Espirituosa e cheia de desenvoltura, ela tem uma longa e perigosa jornada pela frente.A coragem será suficiente para sustentá-la? Ela poderá voltar para sua família e amigos e encontrar uma chance para a felicidade?Autora # 1 best-seller, Lesley Pearse criou em Belle a heroína de nossos tempos: uma mulher forte que luta por seus direitos em um mundo perigoso.

Informações do livro:
Título: Belle
Autor: Lesley Pearse
Editora: Novo Conceito
Páginas: 560


Resenha:
Belle Cooper é uma jovem de 15 anos que sempre viveu em um bordel, porém nunca soube o que realmente acontecia nas noites de sua "casa" pois recebia ordens de sua mãe que não saisse de seu quarto depois que anoitecesse.

A garota inocente que sonha em ter sua chapelaria, não entende nada do que acontecesse com a moças que dividem a casa com ela e não faz ideia de qual papel a mãe desempenha, mesmo porque quem realmente cuida dela é Mog, uma mulher de meia idade que ajuda a sua mãe nos cuidados da casa.

Em um de seus passeio matinais ela conhece Jimmy Reilly um jovem orfão que veio morar com seu tio aparentemente severo demais Garth Franklin que é dono de um bar nas redondezas, mas Belle mal conhece Jimmy e já desaparece de sua vida, pois tudo muda quando ela presencia o assassinato de uma das garotas de sua mãe, o assassino para garantir que Belle não abra a boca decide que ela deve sair de cena e assim vende a garota para traficantes de mulheres e assim começa a triste história da garota que é jogada em um mundo de abusos e violências sem nem saber nada da vida, enquanto Mog e Jimmy não desistem de reencontra-la.

Lesley Pearse com certeza ganhou mais uma fã com essa obra, "Belle" nos transporta por vários cenários perfeitamentes descritos, mas o forte da autora é transmitir emoções, nos permitir sentir empatia pelos seus personagens, o livro retrata com detalhes algo que é real até os dias de hoje.

Belle Cooper passa por situações horrorosas, tem sua vida completamente transformada contra a sua vontade, e isso causa certa angustia no leitor em muitas partes do livro, você sente vontade de fazer algo pela personagem, a sensação de nó na garganta se mantem por quase toda a leitura, mas mesmo assim é um livro que vale muito a pena.
Nenhuma mulher pode passar pelo que ela passou e não ser afetada por isso.
O livro aborda um tema que está vivo na nossa sociedade até hoje, a violência e os abusos que nós mulheres sofremos, ver isso numa trama tão bem desenvolvida acaba causando um choque enorme, algumas cenas descritas são tão difíceis de ler, que você precisa fechar o livro para respirar um pouco e tentar digerir da melhor forma aquilo que acabou de ler, porque por mais que seja ficção, é sabido que algumas de nós já passaram por coisas semelhantes de verdade.

Eu desejei esse livro desde a primeira vez que vi e li a sinopse, demorei muito tempo para comprar, mas não me arrependo, é uma leitura pesada porém muito boa, recomendo com certeza.

Ahhhh! Queria salientar que o livro tem uma capa emborrachada maravilhosa, que me encantou logo de cara, a primeira vez que vi já me apaixonei!

O livro já possui uma continuação chama "Entre o Amor e a Paixão", esse eu ainda não tenho, mas pretendo comprar e ler em breve. Segue a capa e a sinopse:

No início da primeira guerra, Jimmy, o marido de Belle Reilly, é levado para as trincheiras mortais do norte da França e Belle percebe que não pode ficar de braços cruzados quando tantos estão sacrificando suas vidas. Armada de coragem e boa vontade, ela se torna voluntária como motorista da Cruz Vermelha, também na França.


Então, enquanto cumpre seu dever humanitário, um trágico acidente lhe coloca frente a frente com Etienne — o homem que fez parte de seu passado e a quem nunca esqueceu completamente.


Dividida entre a paixão proibida por Etienne e a lealdade e amor por Jimmy, Belle encontra-se em uma situação impossível. A confusão de seus sentimentos, misturada à escuridão da mais brutal das guerras, a levará a sucumbir para sempre, ou a força da vida será maior e a conduzirá, finalmente, à verdadeira felicidade?

Maus é a história de Vladek Spiegelman, judeu-polonês que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz, narrada por ele próprio ao filho Art. O livro é considerado um clássico contemporâneo das histórias em quadrinhos. Foi publicado em duas partes, a primeira em 1986 e a segunda em 1991. No ano seguinte, Maus ganhou o prestigioso Prêmio Pulitzer de literatura. A obra é um sucesso estrondoso de público e de crítica. Desde que foi lançada, tem sido objeto de estudos e análises de especialistas de diversas áreas -história, literatura, artes e psicologia. Em nova tradução, o livro é agora relançado com as duas partes reunidas num só volume. Nas tiras, os judeus são desenhados como ratos e os nazistas ganham feições de gatos; poloneses não-judeus são porcos e americanos, cachorros. Esse recurso, aliado à ausência de cor dos quadrinhos, reflete o espírito do livro: trata-se de um relato incisivo e perturbador, que evidencia a brutalidade da catástrofe do Holocausto. Spiegelman, porém, evita o sentimentalismo e interrompe algumas vezes a narrativa para dar espaço a dúvidas e inquietações. É implacável com o protagonista, seu próprio pai, retratado como valoroso e destemido, mas também como sovina, racista e mesquinho. De vários pontos de vista, uma obra sem equivalente no universo dos quadrinhos e um relato histórico de valor inestimável.


Informações do livro:
Título: Maus -  A história de um sobrevivente
Autor: Art Spielgeman 
Editora: Companhia das Letras Selo Quadrinhos na Cia
Páginas: 296


Resenha:
Maus conta a história real de Vladek Spiegelman um sobrevivente do holocausto e tudo que ele passou para conseguir se manter vivo naqueles dias de terror. Art Spiegelman é o autor e filho de Vladek.

O leitor é transportado a história através de uma analogia sensacional onde Judeus são ratos, os nazistas gatos, os norte americanos cachorros, poloneses porcos e franceses sapos, o que torna tudo mais interessante e se pode ter uma melhor visão de como eram as coisas.


Vladek era um jovem inteligente e com talento para se dar bem na vida, se apaixonou e casou com Anja, apesar de algumas dificuldades e problemas de saúde de sua mulher, as coisas iam bem até 1939 e a chegada dos nazistas que começaram a dominar as cidades e os judeus passaram a realmente viver como ratos, tendo que fazer coisas "ilícitas" para conseguir comida e outros itens básicos de sobrevivência, Spiegelman consegue muitas vantagens por ser muito esperto, porém a esperteza não basta para se safar da crueldade.


Art Spiegelman entrevistou seu pai para poder dar vida a sua obra, por isso a história nos mostra duas versões do personagem, o jovem e corajoso e o velho cheio de "cicatrizes" da guerra.

Muitos fatos da história de Vladek são mostrados de formas subliminar, algumas ficam nas entrelinhas, mas se pode ter uma perfeita noção do horror que foi passar por tudo aquilo, as injustiças, as dores, todo o sofrimento que muitas pessoas foram expostas e as consequências que isso trouxe na vida pós guerra.

Vladek conseguiu sobreviver porque manteve a calma, estava sempre de olho, guardava o que podia para na hora certa usar de moeda de troca, porém o amor por sua esposa foi um ponto chave para sua sobrevivência, ele fez de tudo para se manter bem, mas em momento algum deixou ela de lado, mesmo quando foram forçados a se separar, ele fez o que estava ao seu alcance para que ela ficasse bem.


Esse foi o primeiro livro/HQ que li que mostra perfeitamente o lado de dentro de Auschwitz e a única coisa que consegui pensar é que eu jamais sairia viva de lá e se saisse, pouco restaria da minha sanidade, mas também é possível notar que nos seres humanos nos adaptamos conforme a necessidade, de que podemos chegar a muitos extremos para sobreviver, eu realmente não sei se eu seria capaz, mas passei a admirar as pessoas que conseguiram.

Eu não li muitas HQ'S na minha vida, confesso que quando comecei a ler eu pensava que seria bem diferente, a capa me fez pensar que Hitler seria mais mencionado na obra, porém seu nome aparece uma ou duas vezes e só, mas foi uma experiência muito diferente e satisfatória, recomendo com certeza, pra quem já gosta do tema e para quem quer saber mais sobre o horror que foi tudo aquilo.


Curiosidades:
⦁ Maus traduzido do Alemão significa rato
⦁ A HQ venceu o prêmio Pulitzer que é a maior premiação de jornalismo e literatura dos Estados Unidos


Olá pessoal, sim estou mais uma vez aqui depois de um Hiato de quase 6 meses, tentando ressuscitar o blog.

Eu perdi muito o ânimo, mas lembrei que isso aqui já me fez muito feliz, então seguimos tentando né?

Tenho algumas novidades que vou postando na sequência, então espero que gostem, voltarei aos poucos com os post, vídeos e tudo mais!

Por enquanto é só isso, resenhas em breve!




Informações do Livro:
Título: Joyland
Autor: Stephen King

Editora: Suma de Letras

Páginas: 240
Sinopse:

Carolina do Norte, 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer.



Linda Grey foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado — e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença séria. 

O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer — e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais.



Resenha:

Joyland é um livro bem diferente de tudo aquilo que já li de Stephen King, ele deixou um pouco o terror de lado e nos brindou com uma emocionante história de mistério sobrenatural.

Devin Jones é um universitário apaixonado precisando fazer uma grana, por isso ele acaba aceitando um trabalho temporário no parque de diversões Joyland, mas logo que seu trabalho começa, ele tem seu coração partido e passa se dedicar mais intensamente ao parque e a usar a fantasia do cão Howie e lá ele faz novas amizades e entende um pouco sobre a "Alma de parque".

"Aquele outono foi o mais bonito da minha vida, mesmo quarenta anos depois, ainda posso dizer isso. E nunca fui tão infeliz, também posso dizer."

Joyland era um daqueles típicos parques antigos com uma lenda assustadora por trás de sua história de diversões, foi no trem fantasma que Linda Gray teve sua vida roubada por um serial Killer e isso acaba mexendo muito com o jovem Devin que passa a investigar sobre o caso por conta própria.

Nas idas e vindas de seu trabalho, Dev acaba conhecendo Annie e seu filho Mike uma criança com uma grave deficiência que o impossibilita de andar, mas o garotinho possui algo a mais que as outras crianças de sua idade e isso passa a ter muita importância na história de Devin, Annie é mais durona e resiste mais tempo.

Eu citei no começo que se tratava de uma obra bem diferente das outras que já li do autor, e realmente é muito diferente, King deu aos seus leitores personagens incríveis e de uma grande profundidade, pequenos momentos da trama conseguem deixar até o coração mais duro, comovido.

Impossível você não querer levantar e dançar o pop pop com o cão feliz, impossível não sentir seu coração apertar por causa de uma simples pipa com a cara de Jesus estampada, impossível não se surpreender com Joyland.

Um pequeno conselho: não se aventure na roda-gigante em uma noite chuvosa.

Joyland é um livro de leitura rápida, os personagens secundários não são tão explorados, mas isso não tira nem um pouco o brilho da história, eu confesso que não imaginava que Stephen King fosse capaz de tocar tão fundo no meu coraçãozinho, mas sim, as metáforas, todos os pequenos detalhes, as dores de amor e tudo o mais mexeu muito comigo, foi o meu primeiro livro de 2016 e eu senti que comecei muito bem!

Recomendo a todos que comprem seus bilhetes e se divirtam em Joyland!


Eu assisti "Azul é a cor mais quente" já faz algum tempo, não me lembro ao certo quando foi, porém só agora que eu li a HQ, então nesse post vou comparar as duas obras e falar o que me agradou mais em cada uma.

As diferenças são muitas, já começa pelo fato de uma das protagonista chamar Clementine na HQ e no filme o seu nome é Adele, eu demorei para me acostumar durante a leitura, mas essa é a mais simples das mudanças que fizeram. 

Na obra de Julie Maroh a história é toda contada pelas lembranças de Clem que ela deixou registrada em um diário para Emma, o que eu acho que traz uma visão mais delicada e sincera dos fatos.

Clementine (Vou chamar ela assim, porque está mais fresco na minha memória) tem 15 anos e está sofrendo a pressão das amigas para ficar com um cara, mas sua vida muda por completo quando ela avista os belos cabelos azuis de Emma, como toda adolescente, Clem está passando por um momento de descobertas e de confusões sobre o seu próprio se e quando ela descobre que sente algo a mais pela garota misteriosa que conheceu, ela fica ainda mais confusa, sua primeira reação é negar o que sente, mas com o tempo as duas vão se aproximando e ela se permite descobrir mais sobre ela mesma.
No filme Emma parece ser mais descomplicada, no entanto na HQ ela está em um relacionamento onde o comodismo impera, ela se sente presa a sua parceira pelas coisas positivas que a mesma fez, e tem medo de arriscar tudo para ficar com Clem, essa foi a parte que mais me tocou na HQ, quando ela tem que se decidir se quer ter uma vida nova com Clem ou continuar no seu relacionamento que ela já não vê mais emoção.

O filme mostra mais as mudanças que a vida de Clem teve ao adentrar no mundo de arte e cultura de Emma, já na HQ essa parte é mais "Enxuta" assim como o desenrolar do relacionamento das duas, no entanto o que mais me chocou foram os finais diferentes, o filme apenas me deixou chateada, mas a HQ sapateia no meu coração sem dó, demorei muito para aceitar, embora o que aconteça nos seja apresentado logo no começo, ainda sim se torna uma amarga surpresa.

O diretor do filme Abdellatif Kechiche recebeu criticas pelo fato que as cenas de sexo entre as duas condiziam mais com o imaginário masculino, do que com a realidade, que eram exageradas e desnecessárias, eu não concordo, achei que as cenas foram necessárias e bonitas.

Eu gostei mais da HQ por mostrar o lado da descoberta de um relacionamento homossexual, por mostrar a dificuldade das duas de lidar com a opinião dos outros, por terem coragem de fazer aquilo que por muitos não era aprovado e por ver o amor delas evoluindo, gostei do fato de mostrar também os erros e acertos das duas personagens, mostrar que Emma também agiu errado, que mesmo quando escolheu a Clem ela não fez isso apenas motivada pelo amor, ela teve mais razões.

Eu recomendo que leiam e assistam, pois vale a pena, ambos tem uma beleza rara de ser ver em filmes/HQ hoje em dia, eu não sei opinar quanto a parte gráfica de uma HQ pois não li muitas e não entendo de traços e etc, mas me agradou muito, já o filme acertaram em cheio na escolha das atrizes e as cenas são bem naturais, algumas até naturais demais (Clementine/Adele comendo e chorando).


A fotografia é muito linda, não vão se arrepender, porém faço uma ressalva que ambos são para pessoas de mente aberta, pois tudo é lindamente muito explicito, então deixem o preconceito de lado antes de dar play ou começar a ler.