"Por que um corvo se parece com uma escrivaninha?”
Mergulhar de cabeça em um buraco e não saber onde ele vai dar,
quantas vezes não fazemos isso? Pois é, a vida real não é lá muito diferente do
que a pequena Alice vivenciou no país das maravilhas.
Esse post não é uma resenha do livro, mesmo porque Alice no
país das maravilhas dispensa apresentações, na verdade são apenas pensamentos meus,
pensamentos desconexos sobre um dos meus livros preferidos.


Apesar de toda fantasia, de personagens lúdicos eu percebo
que Alice nos pais das maravilhas tem muita coisa da vida real, das coisas que
vivenciamos.
A forma inocente de Alice descobrir as coisas acaba nos mostrando
um pouco do que perdemos ao nos tornarmos adultos e incrédulos sobre quase tudo
que foge a lógica, Alice mesmo um pouco espantada, age com naturalidade diante
das coisas novas que ela conhece, às vezes confronta os fatos, mas nunca os
julga, diferente dos adultos que muitas vezes preferem fugir do que
desconhecem, preferem deixar de lado ao invés de querer conhecer algo que não
faz parte do seu mundinho, não se permitem a loucura, quando na verdade já
estão todos loucos.
“- Não tem outro remédio, menina! Aqui, somos todos doidos. Eu sou doido, você é doida...
- Como é que você sabe que sou doida?
- Se não fosse, não estaria aqui."
A ideia de que uma pessoa adulta é sempre mais dura e chata está
clara no livro nos momentos que Alice prova do cogumelo e cresce e fica dando
bronca em todos ao contrário de quando está pequena e volta a ser inocente e
questionadora.
É impossível ler Alice e não ficar desejando ser Alice,
poder ver tudo aquilo que ela viu e descobrir todo aquele mundo de fantasias,
eu realmente gosto muito de Alice no país das maravilhas porque é um livro que
te faz ficar pensando muito depois, tentando imaginar o que passava na cabeça
de Lewis Carroll enquanto ele escrevia, invejando sua mente brilhante.
Alice no país das maravilhas é um dos poucos livros que eu
consigo ler mais de uma vez, na verdade eu poderia lê-lo quantas vezes mais eu quisesse
isso acontece também com “O pequeno príncipe” alguns contos de Sherlock Holmes
e só, e Alice é também o único livro que eu consigo separar do filme e ler
depois de ver o filme, a história é tão linda e fácil de ler que não enjoa e
nem cansa.
Eu me lembro da animação que assisti ainda muito pequena com
a minha mãe, deu uma nostalgia, uma vontade de assistir de novo, aquela vozinha
me marcou tanto que quando eu leio o livro eu consigo escutar Alice falando
exatamente com aquela voz.
Bom, é isso, não tinha a intenção de resenhar o livro,
apenas de fazer alguns comentários sobre essa obra magnifica.
Olha amiga, eu tenho o Livro Alice no País das Maravilhas até porque eu amo o filme da Disney, mas o Livro me deixou muitas vezes com sono e com muita preguiça de ler. Não sei porque !
ResponderExcluirE a segunda história através do Espelho acabei nem lendo. Pretendo ler ainda, mas bem mais pra frente (risos)
Mas acho Legal a história em si. Até porque tudo da Disney eu amo. Mas o livro mesmo do autor eu não curti eu acho o jeito da escrita. Pra mim foi meio parado...sei lá...Mas cada um tem sua opinião né ? Mais enfim...beijinhos
lovereadmybooks.blogspot.com.br
Oi Andy... gostei desse seu texto, falando sobre a vida através de um livro lido.. Recentemente li a versão original de Alice, tentando tirar da cabeça as cecas fofas da adaptação cinematográfica da Disney. E confesso pra você que me foi uma leitura um pouco confusa... E agora lendo suas divagações, tomei a decisão de reler a obra com outros olhos. ;)
ResponderExcluirBye da Pah
Livros Estrelas
Será que o autor tomava LSD?h hahahahhahaah
ResponderExcluirVou ter que roubar o livro de alguém ahaha
ResponderExcluirOwn!
ResponderExcluirRealmente Alice é encantador!
Seu post ficou super fofo!
Beijos
Rizia - Livroterapias
http://livroterapias.blogspot.com.br/
Eu adoro esse livro! E concordo, apesar de ser um livro voltado para o público infantil, tem muita história nas entrelinhas
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