Informações do livro:
Título:Inferno
Autor: Dan Brown
Editora: Arqueiro
Páginas: 442
Sinopse:
Neste fascinante thriller, Dan Brown retoma a mistura magistral de história, arte, códigos e símbolos que o consagrou em "O Código Da Vinci", "Anjos e Demônios" e "O Símbolo Perdido" e faz de Inferno sua aposta mais alta até o momento. No coração da Itália, Robert Langdon, o professor de Simbologia de Harvard, é arrastado para um mundo angustiante centrado numa das obras literárias mais duradouras e misteriosas da história: O Inferno, de Dante Alighieri. Numa corrida contra o tempo, ele luta contra um adversário assustador e enfrenta um enigma engenhoso que o leva para uma clássica paisagem de arte, passagens secretas e ciência futurística. Tendo como pano de fundo poema de Dante, e mergulha numa caçada frenética para encontrar respostas e decidir em quem confiar, antes que o mundo que conhecemos seja destruído.
Resenha:
Inferno foi
o livro que mais demorei para ler em 2013, não porque o livro é ruim, pelo
contrário, é um ótimo livro, mas cheio de detalhes, descrições de obras de
artes e lugares históricos e acho que todo mundo sabe que eu amo isso, no
entanto eu gosto de pesquisar sobre tudo, quero ver imagens de cada obra de
arte, cada lugar descrito o que acaba tornando minha leitura mais lenta, porém
mais rica.
Rorbert
Langdon mais uma vez se vê com um mistério nas mãos, no entanto dessa vez ele
não tem sua grande aliada para ajudar, Sua mente, isso em partes porque ele continua com sua inteligência admirável mas ele perdeu a memória dos
últimos dias, acorda em um hospital em Florença e não se lembra de nada, é
informado que levou um tiro na cabeça mas os médicos não tem mais nenhuma informação,
mas tudo começa ficar mais confuso quando seu médico é assassinado por uma moça
de cabelos espetados que parece disposta a fazer o mesmo com Langdon e então
com ajuda da doutora Sienna Brooks, o professor foge do hospital, no
apartamento pouco convencional de Sienna, Langdon ao fuçar em suas coisas
descobre que a moça é dona de uma mente brilhante e que foi uma espécie de
criança prodígio, no apartamento Robert descobre também que tem várias pessoas
atrás dele, e mais uma vez com a ajuda da doutora Brooks eles fogem.
Robert e
Sienna se descobrem em um mistério que se não solucionado a tempo, poderá dizimar
milhares de pessoas ao redor do mundo todo, mas Robert não se lembra do porque e nem de como foi parar em Florença e o que a obra “A Divina Comédia” do conhecido Dante
Alighieri tem a ver com tudo isso, mas como o professor é um grande estudioso
da obra de Dante, as coisas logo vão se encaixando.
Eu sou louca pela arquitetura italiana, então esse
livro já me ganhou desde o começo, Langdon e Sienna Passaram por vários lugares
magníficos como o Palazzo Pitti e o
Jardim de Boboli, e com a ajuda das pesquisas na internet fica muito mais
interessante a leitura, porque fica fácil imaginar cada cena descrita.
A história
é recheada de muita ação o que te deixa sem folego facilmente, Robert e Sienna
passam quase o livro todo fugindo entre Florença e Veneza e quando chega o
final o seu queixo cai com toda certeza desse mundo, é inacreditável, tudo que
se menos espera, acontece no final.
Como de
costume Dan Brown trata de assuntos polêmicos, mas dessa vez ele não pega no
calcanhar de Aquiles da igreja católica, ele vai de cabeça em um assunto mais
real, a superpopulação e os males que isso poderá causar no futuro, fala também
sobre o transhumanismo um tema não tão conhecido mas que com certeza vai deixar
a maioria dos leitores bastante curiosos, como Brown sempre faz.
Dan Brown
seguiu o seu já conhecido padrão de escrita, li alguns comentários comparando-o com Arthur
Conan Doyle, claro que ainda falta muito para Brown se igualar a Doyle mas os
comentários tem sua ponta de verdade, mas são obras bem diferentes, o que vejo
semelhança é nesse padrão determinado seguir um mesmo estilo, e acho então que
Brown esteja seguindo essa receita de sucesso, suas descrições detalhadas, sua
paixão pelas obras de arte italianas me fez pensar também na minha autora
preferida, Anne Rice, mas esse estilo de Dan Brown não agrada a todos e o autor
acaba sendo bastante criticado por isso.
Eu tinha
separado bastante imagens para ilustrar esse post, imagens dos lugares
descritos, mas infelizmente eu perdi tudo pois estavam no meu notebook e como
eu disse no post anterior ele acabou quebrando, deixo aqui apenas algumas das
que lembrei.
Palacio Pitti
"Certa vez, um arquiteto dissera que o palácio parecia ter sido erguido pela própria natureza, como se as imensas pedras de um deslizamento tivessem rolado pela longa escarpa até formar uma elegante pilha em forma de barricada lá embaixo. Apesar de mais difícil de defender por estar em terreno rebaixado, a sólida estrutura de pedra do Palazzo Pitti era tão imponente que Napoleão chegara a usá-lo como quartel-general quando estava em Florença."
Jardins De Boboli
"Langdon não ficou surpreso. Os Jardins de Boboli eram produto do excepcional talento criativo de Niccolò Tribolo, Giorgio Vasari e Bernardo Buontalenti – um coletivo de mentes brilhantes cujo virtuosismo estético havia criado naquela tela de cinco hectares uma obra-prima pela qual se podia caminhar."
Palazzo Vecchio
"Construído como uma poderosa sede para o governo italiano, o edifício recebe seus visitantes com um conjunto intimidador de estátuas masculinas. O musculoso Netuno de Ammannati, de pé em uma plataforma sobre quatro cavalos, simboliza o domínio de Florença sobre os mares. Uma réplica do Davi de Michelangelo – talvez o nu masculino mais admirado do mundo – ergue-se, em toda a sua glória, à entrada do palazzo. Ao Davi se somam Hércules e Caco – mais dois colossais homens nus –, que, junto com o grupo de sátiros em volta de Netuno, levam a mais de uma dúzia o número total de pênis que recebem os turistas."
Corredor Vasari
"O Corredor Vasari – foi projetado por Giorgio Vasari em 1564 a pedido do chefe da família Médici, o grão-duque Cosmo I, para servir como uma passagem segura entre sua residência no Palazzo Pitti e seus escritórios administrativos na margem oposta do rio Arno, no Palazzo Vecchio."
Essas imagens são dos locais que acho mais bonitos de Florença e que foram citado nos livros, tinha muito mais, mas como já expliquei, perdi as imagens, as descrições são trechos do próprio livro do Dan Brown, espero que tenham gostado.