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Informações do Livro:

Título: A Estrada da Noite
Autor: Joe Hill
Editora: Arqueiro
Páginas: 254

Sinopse:

Uma lenda do rock pesado, o cinquentão Judas Coyne coleciona objetos macabros: um livro de receitas para canibais, uma confissão de uma bruxa de 300 anos atrás, um laço usado num enforcamento, uma fita com cenas reais de assassinato. Por isso, quando fica sabendo de um estranho leilão na internet, ele não pensa duas vezes antes de fazer uma oferta. 
"Vou ‘vender’ o fantasma do meu padrasto pelo lance mais alto..."

Por 1.000 dólares, o roqueiro se torna o feliz proprietário do paletó de um morto, supostamente assombrado pelo espírito do antigo dono. Sempre às voltas com seus próprios fantasmas - o pai violento, as mulheres que usou e descartou, os colegas de banda que traiu -, Jude não tem medo de encarar mais um.

Mas tudo muda quando o paletó finalmente é entregue na sua casa, numa caixa preta em forma de coração. Desta vez, não se trata de uma curiosidade inofensiva nem de um fantasma imaginário. Sua presença é real e ameaçadora.

O espírito parece estar em todos os lugares, à espreita, balançando na mão cadavérica uma lâmina reluzente - verdadeira sentença de morte. O roqueiro logo descobre que o fantasma não entrou na sua vida por acaso e só sairá dela depois de se vingar. O morto é Craddock McDermott, o padrasto de uma fã que cometeu suicídio depois de ser abandonada por Jude.
Numa corrida desesperada para salvar sua vida, Jude faz as malas e cai na estrada com sua jovem namorada gótica. Durante a perseguição implacável do fantasma, o astro do rock é obrigado a enfrentar seu passado em busca de uma saída para o futuro. As verdadeiras motivações de vivos e mortos vão se revelando pouco a pouco em A Estrada da Noite - e nada é exatamente o que parece.
Ancorando o sobrenatural na realidade psicológica de personagens complexos e verossímeis, Joe Hill consegue um feito raro: em seu romance de estreia, já é considerado um novo mestre do suspense e do terror.


Resenha:

Considerações antes de começar de fato a resenha

- Joe Hill é filho de Stephen King e isso eu já sabia, então mentalizei antes de começar o livro e prometi a mim mesma não pensar nas obras do King pai enquanto lia a obra do seu filho, não faria comparações e nem nada do tipo e eu consegui fazer isso brilhantemente.

- Terei cachorros ao meu lado pelo resto da minha vida.

- A sinopse já entrega muita coisa e me deixou sem o que falar então será mais do mesmo.

Pronto, agora vamos falar diretamente sobre o livro.

Justin Cowzynski era um garoto do interior, com uma vida medíocre, uma mãe omissa e um pai extremamente violento, quando adolescente saiu de casa junto com sua guitarra e virou Judas Coyne, formou uma banda de rock com os amigos que fez, e ganhou o mundo com sua música, mas agora já na casa dos cinquenta anos, sua banda não existe mais, alguns integrantes morreram levando assim ao fim da banda, agora ele é Jude, vive na sua fazenda com sua jovem namorada Marybeth ou melhor Georgia como ele a chama e tem também seu assistente Danny.

Jude/Judas ficou conhecido também pelo seu gosto peculiar por objetos do ocultismo, devido a uma espécie de lenda que se criou de que ele era amigo do próprio demônio, puro marketing e estrelismo, seus fãs passaram a enviar coisas macabras como crânios, cartas de feiticeiras da inquisição, filmes com mortes reais, tudo que se pudesse imaginar e sabendo desse gosto macabro do chefe, Danny ao ver os e-mails do músico se depara com uma oferta  de um site genérico de leilões, o anúncio oferecia um paletó velho que levava consigo o fantasma do padrasto da vendedora, obviamente atraiu o roqueiro velho que logo mandou o assistente pagar 1000 dólares, valor que encerraria o leilão e lhe garantia a mercadoria.

Jude não acreditava que houvesse realmente um fantasma, até que a encomenda chegou e coisas estranhas começaram a acontecer, o fantasma apareceu para ele fazendo com que o roqueiro decidisse questionar a vendedora por telefone e acabou descobrindo que tudo foi uma armação para ele comprar o paletó, tudo fazia parte de uma vingança do padrasto de uma de suas ex-namoradas, a peculiar Flórida (sim ele chamava todas pelo nome de onde elas vieram). O fantasma acaba tirando a paz de Jude e sua atual namorada, tornando a vida dos dois em um inferno, eles decidem fugir em busca de algo que pudesse resolver o problema, então no velho Mustang reformado junto com os dois pastores alemães Angus e Bonnie o casal ruma em direção ao estado da Flórida, em busca de respostas, mas acabam conseguindo mais que isso, as coisas não são exatamente o que pareciam ser, mentiras, mentes doentias e coisas que vão além da explicação passam a fazer parte da vida de ambos, o passado vem a tona e com ele muitos traumas, dramas psicológicos e assuntos mal resolvidos, mas o tempo é curto e eles precisam descobrir uma forma de não serem arrastados pela estrada da noite pelo fantasma do homem morto.

“Vamos dar uma volta, Jude, dizia o fantasma. Vamos dar uma volta na estrada da noite.” 

Eu gostei muito do protagonista, as descrições são ótimas e tudo fica fácil de imaginar, Geórgia também é uma personagem e tanto, mesmo não sendo nenhum exemplo de boa moça, você acaba se apegando e torcendo por ela, os personagens secundários também contribuem muito, o final foi maravilhoso e bem resolvido.

A história é bastante assustadora, pelo menos foi para mim, o começo me deixou bastante ansiosa e com medo, por isso acabou sendo uma leitura bem lenta, eu precisava parar as vezes para mentalizar e depois continuar a leitura, o livro é o primeiro romance do autor, e existem alguns pontos que denunciam a falta de experiência, porém Joe Hill conseguiu fazer um trabalho brilhante, sua escrita é viciante, quando li algumas críticas antes falando que com esse livro ele já havia ganhado o título de novo mestre do suspense eu achei algo exagerado, mas ao terminar minha leitura eu pude perceber que não havia nada de exagerado, ele tem todo o potencial, e é inevitável falar, mas ele herdou sim o talento do pai, a influência é grande.

O título em inglês “Heart-Shaped Box” me fez pensar logo que o livro seria recheado de referências a bandas de rock, pois lembrei logo de cara da música do nirvana que tem o mesmo nome e não deu outra, foram muitas as bandas mencionadas, inclusive a minha favorita Ramones e seu vocalista Joey Ramone apareceram algumas vezes na história o que me deixava sempre empolgada, acredito eu que o autor seja muito fã do bom e velho rock and roll assim como o pai fã declarado de Ramones e outras bandas.


A música do nirvana que eu mencionei:




Lembrete:

Pessoal não se esqueça, que estamos no mês de aniversário do blog e vão rolar vários sorteios por aqui, o primeiro já começou, se quiser se inscrever é só clicar aqui.


Informações do livro:
Título: Cores de Outono.
Autora: Keila Gon.
Editora: Novo Século.
Páginas: 440.

Sinopse:
O inesperado, o impossível, o destino... Quem ama escolhe seus caminhos, vence o medo, ultrapassa a razão, duela com a dúvida entre o certo e o fácil para seguir seu coração. Melissa encontrou em um olhar as revelações de toda uma vida e longe da lógica escolheu o caminho confuso, mas surpreendente do amor. Ela chegou à pequena cidade da montanha com a responsabilidade de cuidar de Alice, sua irmã caçula, esperando uma vida simples. Mas se viu envolvida por Vincent, um estranho arrogante, dono de irresistíveis olhos turquesa que vai levá-la através da sombra e da luz para revelar surpresas inimagináveis de um Mundo Mágico perigoso e fascinante. A cada encontro este homem misterioso amedronta e encanta; desperta sentimentos e a faz duvidar de sua coragem. Mas, antes que Melissa seja arrebatada por esse amor, ela precisa enfrentar elfos, magos e intrigas em um mundo inóspito que testará seu coração. Cores, de outono é o primeiro volume de uma saga mágica que vai instigar emoções e paixões.


Resenha:
E ainda tem gente que insiste que autores nacionais não tem o mesmo nível que os internacionais, esse livro é um tapa na cara desse tipo de pessoa, há algum tempo aqui no blog eu disse que “Presságio – O Assassinato da Freira nua” do também brasileiro Leonardo Barros havia entrado para minha lista de Thrillers preferidos, e agora Cores de Outono entra para a lista dos meus preferidos no tema fantasia. Cores de Outono Clichês a parte é um livro mágico, viciante e empolgante.


''Palavras são importantes, poderosas, podem esconder verdades ou revelar mentiras e eu não gosto de ser protegida por mentiras, prefiro me machucar com a verdade''

 Melissa é uma jovem de 21 anos que acaba de perder a mãe e o padrasto em um acidente e fica responsável por sua irmãzinha caçula, Alice, a pequena de cinco anos, então a moça decide abandonar a faculdade e toda a sua vida na grande São Paulo para ir morar com o avô George no interior de Minas Gerais na aconchegante e misteriosa cidade de Campo Alto, onde quando criança Melissa teve uma infância marcante, cheia de boas lembranças, e  ela espera que a irmã possa ter a mesma bela infância que ela.

No entanto ao dar inicio a uma vida nova Melissa se sente responsável pela felicidade da irmã e acaba negligenciando sua própria vida, muitas vezes não se permitindo ser feliz, ela chega a ficar paranoica com medo de fracassar. A Jovem tem um dom e tanto de atrair desastres e pequenos acidentes, alguns não tão pequenos assim, sem falar que ela é também bastante desastrada, o que me fez lembrar um pouco a personagem Bela da saga crepúsculo, na verdade eu percebi bastante influencia das obras de Stephenie Meyer, porém acho o livro da Keila Gon mil vezes superior.

O que Melissa não esperava, era um envolvimento com o cara mais assustador e evitado da cidade toda, o carrancudo Vicent Dippel ao qual é tratado por todos por Sr. Dippel, mesmo sendo apenas alguns anos mais velho que Melissa e como obra do destino os dois acabavam sempre se esbarrando em situações inusitadas e sempre acabavam discutindo, mas aos poucos um sentimento maior foi brotando entre os dois.
Melissa é o tipo de personagem que muitas vezes pode irritar devido ao seu temperamento impulsivo, ela demora a ponderar algumas coisas e acaba agindo sem pensar, Vicent é o típico cara bonitão, cavalheiro, mas bastante bipolar o que deixaria qualquer mulher maluca por não saber nunca o que ele está pensando, e confesso que eu me irritaria com o seu excesso de cavalheirismo, meio que subestima a capacidade feminina, mas isso é bem justificável, só não direi o porquê para não estragar a surpresa.
Alice a pequena garotinha, em minha opinião é a melhor personagem do livro todo, com apenas cinco anos ela consegue ser mais sensata e esperta que a irmã, percebe as coisas no ar, adorei a pequena de cabelos de fogo e mal posso esperar pela continuação do livro para saber o que vai acontecer com essa doce menininha.
A única coisa que me incomodou um pouco no livro e vem me incomodando também em outras obras nacionais é a Inserção de costumes americanos no cotidiano de personagens brasileiros, embora eu saiba que um café da manhã a base de panquecas e bacon pode parecer mais interessante do que o nosso simples café com pão devo ressaltar que me sinto um pouco confusa ao associar isso ao nosso país, embora eu saiba que a história se passa no Brasil, ficava imaginando cenários americanizados, inclusive no livro tem um momento que Melissa fica um pouco confusa por Alex se apresentar apenas usando o primeiro nome.

“Eu olhei com curiosidade e mordi o lábio. Ainda pertencia a um mundo onde as apresentações adequadas incluíam nome e sobrenome”.

Acho que então eu vivo em um mundo de pessoas bastante deseducadas, mas isso não é nada que torne o livro menos interessante.

O livro terá uma continuação que se chamara Sombras da primavera e no final do livro temos uma pequena prévia do que virá o que serve só para deixar os leitores mais angustiados e implorando para que a Keila nos presenteie logo com o próximo livro.


Quem leu aqui no blog a minha resenha sobre “Desespero” de Stephen King sabe que eu amei o livro, então logo depois de ler eu fui para casa do meu namorado e ele teve a maravilhosa ideia de assistirmos o filme inspirado na obra do autor, sim eu tenho o melhor namorado do mundo. 

No entanto eu acho que todo mundo que lê um bom livro, fica com o pé atrás com a ideia de assistir ao filme, certo? Mas deixando as decepções passadas de lado, lá fomos nós assistir, e eu que não sei ver nada em silêncio, que não sei ficar sem soltar spoiler, ficava o tempo todo comparando o filme com o livro, mas o bacana foi que era hiper, mega, fiel ao livro, uma coisa inacreditável até, quando eu vi a rodovia 50 pensei “Caraca, filmaram meus pensamentos” tudo muito igualzinho ao que eu imaginava ao ler, quando então o policial Collie Entrangian apareceu em cena ai sim eu tive a certeza que iria gostar do filme, único personagem que me decepcionou um pouco foi o Jhonny Marinville, mas acho que foi porque gostei demais dele no livro e imaginava ele um pouco mais “Rock Star” do que o ator que o interpretou, porém é coisa minha mesmo, eu adorei ter assistido ao filme, acho que foi a primeira vez eu gostei 100% de um filme que assisti depois de ler o livro.

Claro que mudaram algumas coisas, tiraram outras e acrescentaram algumas, mas nada que me irritasse, como me irritei, por exemplo, quando assisti “Rainha dos condenados”, inspirado no livro de mesmo nome da Anne Rice, aquilo sim foi uma enorme decepção, eu esbravejava o tempo todo assistindo, já com “Desespero” a frase que eu mais falava era “nossa, igualzinho ao livro, Tak”, falando em “Tak” acho que foi bastante tempo para eu e Bruno retirarmos essa palavra do nosso vocabulário, depois de ver o filme foram incontáveis as vezes que usamos “Tak”.

Então esse é uma daquelas poucas vezes que eu recomendo assistir ao filme depois de ler o livro, adaptação totalmente aprovada.


Informações Do Livro:

Autor: Stephen King
Título: Desespero
Editora: Ponto de Leitura (Selo Objetiva)
Páginas: 686

Informações do filme:

Título no Brasil: Stephen King Desespero
Título Original: Desperation / Stephen King Desperation
País de Origem: EUA
Gênero: Suspense
Classificação etária: 16 anos
Tempo de Duração: 131 minutos
Ano de Lançamento:  2006
Estúdio/Distrib.:  Warner Home Vídeo
Direção:  Mick Garris


Imagens do filme:


Hoje a resenha é de mais um livro de autores parceiros Aline F. Traldi e Valmir Junior, espero que gostem.


Título: Admeto - O Globo do poder
Autores: Aline F. Traldi e Valmir Junior
Editora: Novo Século
Páginas: 135

Sinopse: Ele esconde um misterioso poder, tão grandioso que até você se interessará. Mas cuidado, pois por trás da ganância sempre há alguma coisa que poderá ser perdida. A ânsia por poder não só nos leva por um caminho cheio de armadilhas como também para a destruição de tudo o que nos cerca.







Danton Soares era uma criança prodígio e ao crescer se tornou a pessoa mais inteligente do Brasil, ele nasceu em uma família rica o que facilita muito sua vida, porque depois de terminar seu mestrado em arqueologia ele decide viajar pelo mundo e em uma dessas viagens, mais especificamente na América Central ele encontra algumas escritas maias bem antigas que não consegue decifrar e ao pedir ajuda a um dos seu ex-professor ele recebe a indicação de falar com Dr. Onofre que o ajuda decifrar as escritas.

Danton parte então na busca do que a profecia revelara, partes de um globo misterioso, mas Danton passa a ser vigiado pela Dark Corp uma máfia que passou a existir depois da briga de alguns membros de nada mais, nada menos que a Yakuza a grande máfia japonesa, o mais interessante de tudo que Ricardo Soares o pai de Danton é um investigador policial que está atrás dessas corporações.

“Tudo porque eu quis um poder que não cabia a mim.''

Danton é o tipo de personagem que não tem medo e não mede muito as consequências, o fato dele ser muito inteligente e ter consciência disso o torna um pouco presunçoso o que me fez sentir raiva dele em muitos trechos.

'' Não é certo tentarmos ajudar o mundo dessa forma, meu rapaz , você não é Deus para fazer essas coisas, a verdadeira mudança está na atitude que tomamos sem utilizarmos esses artifícios.'' 

O livro é bem pequeno e rápido de ler o que me satisfez no momento, pois eu estou meio que em ressaca de livros enormes, no entanto os fatos acabaram ficando muito corridos e senti falta de um pouco mais de descrição de lugares e situações, senti também um pouco a ausência das complicações que em todos os livros que envolvem ação e perseguição tem, Danton sempre escapava ileso da maioria das enrascadas em que se metia, mas a história é muito boa e até acho que daria uma série, pois a premissa é muito boa.



Título: Malícia
Autora: Chris Wooding
Editora: Geração Jovem
Páginas: 430
Ano: 2012

Sinopse: Segundo uma lenda urbana, existe uma revista secreta, Malícia, sobre um mundo macabro repleto de armadilhas e horrores, supervisionado por Jake Gigante, um sinistro mestre-de-cerimônias. Dizem ainda os boatos, que os adolescentes que aparecem na revista são pessoas reais, desaparecidas do nosso mundo e aprisionadas nos quadrinhos, vítimas das provações mortais de Jake Gigante. O livro intercala texto e quadrinhos.




Malicia é uma história em quadrinhos que se tornou um forte boato entre as crianças e os adolescentes, se você ler e fizer um ritual, Jake Gigante, o anfitrião da cidade surreal de Malicia vem te buscar e te levar para o horror que lá existe e o pior é que poucas pessoas escaparam de lá com vida e essas não se lembram de nada.

As revistas em quadrinhos são difíceis de encontrar mas Luke consegue um exemplar e ao fazer o ritual para tentar provar para sua amiga Heather que tudo não passa de uma lenda, ele desaparece, seus amigos Seth e Kady começam investigar seu sumiço. As revistas tem como personagens principais os adolescentes levados por Jack Gigante e ao folhear umas das HQ’s  Kady vê Luke preso dentro dela.

Eu gostei muito de Seth, ele faz o tipo impulsivo, não mede muito as consequências, principalmente quando se trata de salvar a vida de um amigo, Kady é um pouco mais sensata que o garoto, mas também não deixa os amigos na mão e por ser mais responsável, acaba os tirando das maiores enrascadas que Seth os meteu.

Seth motivado pela ideia de acabar com Jake Gigante acaba mergulhando no mundo desconhecido de Malícia, onde conhece Justin, um garoto que está lá já a algum tempo e conhece muito do lugar, ele e Seth partem em busca de desvendar os mistérios da cidade e tentar descobrir como acabar com aquele horror.

O livro deverá ter uma continuação que se chamara Caos, que imagino ser referente ao grupo de meninos que causa uma rebelião dentro de Malícia tentando acabar com Jake Gigante, o grupo não foi muito bem explorado nesse primeiro livro, mas tenho certeza que vou gostar dele e por isso estou ansiosa para o seu lançamento.

O livro é maravilhoso e é intercalado com trechos em história em quadrinhos, o que achei muito legal, a história não é pequena, mas é uma leitura muito rápida, eu consegui finalizar em menos de um dia. Eu não esperava que o livro fosse tão bom, por isso me surpreendi positivamente.
Eu não conhecia Chris Wooding mas agora fiquei encantada com a sua escrita e quero ler mais livros desse autor.

Recomendo Malicia para todos, mesmo que seja um livro voltado ao público jovem, vale a pena ler e se jogar no mundo de Malícia, onde tudo que você conhece não existe, apenas seres robóticos e muita escuridão.

Pessoal tem sorteio rolando no blog e já está chegando ao fim, mas corre que ainda da tempo de participar, só clicar aqui e ler as regras de participação.



Eu sempre costumo ler um conto sempre que termino um livro, gosto de ler algo curtinho no intervalo entre um livro e outro, estou com alguns livros de contos agora e sempre leio algum.
Eu acho complicado fazer a resenha de um livro de contos por um todo, então resolvi falar dos contos separadamente aqui no blog, tentarei fazer da melhor forma possível.
O primeiro é do livro de um dos autores parceiros, o Mauricio Caldeira, os contos são em geral de terror e suspense o que eu vou aproveitar para completar meu desafio desse mês, eu já li dois dele e gostei bastante, o que vou comentar hoje é o Royal Street Flash.



Royal Street Flash

Trata se da história de quatro amigos, amigos de infância que agora já adultos mantem uma amizade. Em uma dessas conversas de boteco acaba surgindo um desafio que envolve, cemitério e dinheiro, ai já dá para imaginar que coisa boa não é né?
Um deles, Rafael garante que não tem medo de nada, que filmes de terror fazem com que ele apenas de risada mais do que filmes de comédia e os amigos obviamente duvidam e um deles tem a péssima ideia de desafiar o amigo a pegar um dinheiro no cemitério da cidade a meia noite, iriam juntos ao cemitério durante o dia e colocariam em um lugar e depois voltariam a meia noite para completar o desafio onde Rafael entraria sozinho para pegar o dinheiro que seria seu caso conseguisse completar o trajeto, mas claro que os amigos tinham planos para não deixar ele vencer.
A história é narrada por Luiz, que apesar de sentir que não era uma boa ideia se dá por vencido e aceita participar do desafio. A história se passa na cidade fictícia de Monserrat, onde são ambientados também os outros contos do livro.
Pois então, eu já comecei a ler com medo, pois quando tem cemitério na parada a garota aqui já fica toda assustada, sim eu tenho um medo irracional de cemitérios e para completar o descrito me lembrava e muito o daqui da minha cidade, NÃO, cemitérios não são todos iguais.
Eu gostei muito da história e ressalta sempre aquela máxima que brincadeiras tem limite e as que envolve susto sempre dão merda e por mais que alguém diga não ter medo de nada, todo mundo tem medo de alguma coisa, por mais corajoso que seja, o psicológico as vezes trai, nos faz ver coisas que não existem e por ai vai.
O medo não é algo totalmente ruim, ele serve para nos manter vivos, sim, porque sem o medo seriamos mais ousados e imprudentes, acabaríamos morrendo em pouco tempo de vida. O medo é um alerta para que se deve tomar cuidado, pois algo pode dar errado, claro que em excesso também não é bom, falo por experiência, sou medrosa demais, nem sei como estou conseguindo ler livros e contos de terror com tanta facilidade como nesse mês, mas estou até gostando.
O final me surpreendeu, não foi nada nem perto do que eu esperava, eu gostei bastante dessa sacada do autor, algo que pega o leitor de jeito e você fica se indagando porque não pensou naquilo antes.
Falar de contos é difícil porque não tem como não soltar muitos spoilers, por isso me limito um pouco, sempre que puder vou comentar por aqui sobre alguns que eu li, já havia comentado antes o conto do Oscar Wilde “O Fantasma de Canterville” e esse é o segundo aqui no blog, espero que gostem.

O sol nasceu a pouco mais de uma hora, na certa era para eu estar dormindo ou pelo menos me preparando para isso, mas ao terminar de ler “Desespero” do Stephen King eu inventei de embarcar em um dos contos de terror do Mauricio Caldeiras e agora estou aqui sem poder dormir, resolvi então fazer a resenha do livro e completar parcialmente o desafio desse mês em que o tema é Terror ou suspense, eu sabia desde o começo que seria um tema bem difícil para mim, pois eu sou super medrosa, mas se tem algo que me deixa bem irritada, são coisas inacabadas, então mergulhei na leitura de desespero e agora lhes trago as minhas impressões.

Autor: Stephen King
Título: Desespero
Editora: Ponto de Leitura (Selo Objetiva)
Páginas: 686

Sinopse:  Um gato espetado numa placa da Rodovia 50 – uma das mais solitárias dos Estados Unidos – revela que nem sempre é fácil chegarmos ao nosso destino. O professor Jackson e sua esposa, a família Caver e o escritor Jonh Marinville sabem disso. O trajeto até a cidade de Desespero indica que a viagem será sombria e assustadora. Afinal, ao longo deste insólito caminho existe Collie Entragian, um louco disposto a fazer das suas palavras a própria lei. Quem conseguirá sobreviver? Este é o ponto de partida do novo romance de Stephen King, “Desespero”.
Neste romance, o grande mestre descreve a luta apocalípitca entre Deus e o demônio que acontece na pequena cidade de Desespero. O terrível personagem Entragian é apenas uma ponta visível de um terror que tem longos e poderosos tentáculos. O confronto é cruel e literalmente desesperador…. Prepare o seu fôlego e embarque nesta trama alucinante do mestre King.



Para começar eu sempre gostei de Stephen King, mesmo com todo o meu medo, sempre gostei, “Desespero” é uma das obras dele que achei mais diferente do que eu estava acostumada quando relativo ao autor.

Fé, crenças e muito, muito desespero são os principais ingredientes do livro, a história toda começa com um casal viajando pela rodovia 50, que é conhecida como a autoestrada mais solitária dos Estados Unidos, quando são parados de forma estranha por um policial de mais ou menos dois metros de altura, 110 quilos e uma coloração um pouco diferente,  o que causa certo medo no jovem casal, mas não era só pela estranha aparência, havia algo a mais nele que os causava certo pânico, mas tudo fica pior quando o policial encontra droga no porta malas do carro, ai que começa a história de horror do casal, Mas Mary e Peter não são os protagonistas dessas história que gira em torno de várias pessoas, a família Carver, o escritor Jhonny Marinville, seu empregado Steve e a exótica “caroneira” Cynthian, exceto os dois últimos mencionados, todos vão parar na pequena cidade de Desespero levados pelo já falado policia Collie Entragian.

Aparentemente o policial é apenas um valentão abusando de seu poder, mas logo se percebe que tem algo de errado com o brutamonte, principalmente quando ele faz o pronunciamento da lei Miranda.


“Você tem o direito de permanecer calado. Qualquer coisa que você disser poderá ser usada contra você no tribunal. Você tem o direito de ter um advogado presente durante qualquer interrogatório. Eu vou matar vocês. Se você não puder pagar um advogado, um defensor lhe será indicado. Você compreende seus direitos?”

Conforme a história vai tomando forma eis que o garotinho David Carver que até então parecia apenas uma criança qualquer, começa a chamar a atenção para si, em uma família sem religião, ele se mostra um garotinho de uma fé enorme e acreditem Deus fala com ele, porém esse Deus se mostra cruel em alguns momentos, mesmo ajudando David de várias formas no decorrer da trama, mostra que o Deus de David é orgulhoso, não aceita que seus milagres não sejam reconhecidos, um Deus frio e calculista que planejou tudo para cobrar uma divida do garoto ou que talvez tenha feito o garoto entrar numa divida propositalmente para ter que pagar de alguma forma.


“David recostou sua cabeça novamente no banco, fechou seus olhos e começou a rezar.” 

 Mesmo com tudo isso, demora um pouco a se perceber que os acontecimentos estão rodeados de fatos sobrenaturais, e quanto tudo se transforma em um cenário de completo terror sobrenatural é que você reconhece que essa é mais uma das grandes obras de Stephen King, e se só o nome dele consegue me causar arrepios, imagine como eu fiquei lendo essa trama.

Eu tenho sempre o hábito de pegar empatia pelos piores personagens, aqueles que todo mundo despreza e não foi diferente nesse livro, desde o começo eu gostei de Jhonny Marinville um escritor do tipo porra louca que já aprontou de tudo na vida e agora está embarcando em uma nova experiência na busca de histórias para o seu novo livro, ele resolve viajar o país em cima de uma Harley (juro que não foi isso que chamou minha atenção) por conselho de sua ex-mulher, mas tudo muda quando ele é surpreendido pelo policial. O personagem é um misto de herói impulsivo com canalha egoísta querendo livrar seu coro a todo custo, em minha opinião ele é o melhor personagem do livro, os diálogos mais interessantes são sempre protagonizados por ele e também o achei o mais sensato de todos, no entanto minha opinião muda um pouco no final que enche o personagem de mistérios que aparentemente nem ele mesmo sabe explicar.

O garotinho rezador David me surpreendeu, porque geralmente crianças com “poderes especiais” são sempre chatas, mas David me pareceu muito maduro para sua idade e o principal, não faz nenhuma daquelas coisas absurdas que alguns escritores insistem em inventar como se crianças fossem incapazes de ter um mínimo de inteligência, eu gostei bastante do personagem e fiquei bem curiosa em relação ao seu futuro.

O livro teve um final que me surpreendeu e muito, não ficou nenhuma pergunta sem resposta, exceto a de que o Deus de David seria um deus cruel ou um deus de amor? O livro todo leva esse questionamento sobre religião e crenças e isso vai até o último minuto, eu gostei em partes do final, mas ele foi muito surpreendente pelo menos para mim, adorei ter tido coragem para ir até a última página de “Desespero” valeu muito a pena a leitura.

Eu postei uma foto no meu instagram de um trecho em que Anne Rice é mencionada no livro (Trecho tenso e nojento), eu já disse aqui que adoro essas menções, quem quiser ver só clicar aqui.

Autor: Gabriel Schmidt
Editora: Novos Talentos (Novo Século)  
Páginas: 168
Série: A Liga dos Yethis 


Sinopse: A Ordem Perdida A Liga dos Yethis traz consigo o espírito de seis jovens guerreiros que precisam encontrar a Ordem. Um pequeno artefato que não demonstra o quanto a existência da humanidade depende dele. Ável com seus amigos terá de enfrentar inúmeros inimigos, diversas dimensões e poderes; além da fúria dos deuses adormecidos. Acompanhe a corajosa trajetória desse grupo que promete não desistir de sua busca.




Hoje a resenha de do livro de um dos autores parceiros o Gabriel Schmidt e o livro é A Ordem perdida, o primeiro da série A Liga dos Yethis, nesse primeiro livro nos deparamos com Harte, Iáfia, Angie, Tétrada, Driátolun, Lilip, Green, Áurea, Gabriel e Ável que compõe a liga.

Ável, Angie, Tétrada e Driátolun são os aprendizes novatos, que até a pouco tempo viviam com seus pais adotivos na nossa dimensão como adolescentes normais, mas ao completarem 13 anos são levados por Harte e Iáfia para aprenderem sobre o que são, cada um deles filho de um Deus, possuem poderes diferentes, em uma das aulas os meninos precisam descobrir quais são suas armas,e Ável acaba quebrando a sua arma acidentalmente, despertando a ira do Deus Téctrus o deus da lógica e da razão, por isso o garoto recebe uma missão e em sua companhia seguem os amigos citados anteriormente, então é ai que começa a aventura desses jovens filhos de magníficos deuses.


"Na minha opinião a memória é uma das melhores coisas do homem, pois em um momento muito ruim, como o que eu estava vivendo naquele exato instante, pude ter lembranças alegres, ficando feliz."

Gostei muito de Harte, um personagem corajoso, mas que não deixou os sentimentos de lado, em minha opinião ele é o melhor personagem do livro. Senti certa pena de Gabriel que não tem mais nada na vida a não ser a motivação de proteger a ordem, mas também um ótimo personagem.

Gostei muito da temática do livro, apesar de sentir fortes influências das obras de J.K. Rowling, o autor conseguiu ser bem original em sua trama, O livro é narrado em primeira pessoa e cada capítulo recebe um título sugestivo e o nome do narrador, tornando assim possível um entrosamento maior com cada personagem, Gabriel foi muito criativo em sua história que consegue prender o leitor até o final, deixando aquela curiosidade enorme, e uma abertura para uma ótima continuação, vejamos o que vem por ai né?

Gostaram? Querem ler A Ordem perdida? Então fiquem de olho aqui no blog que essa semana ainda terá surpresinhas.

PS: A capa é muito linda.