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Informações do Livro:


Título: Os Lobos Da Invernia
Autor: Anne Rice

Editora: Rocco
Páginas: 431


Sinopse:


Na continuação de A Dádiva do Lobo, em que narra a surpreendente formação de um lobisomem, Anne Rice traz de volta o jovem Reuben Golding, antes um simples repórter do San Francisco Observer, agora transformado num híbrido entre dois mundos e vivendo sob a tutela dos Morphenkinder na suntuosa mansão de Nideck Point, na costa da Califórnia. Às vésperas do Natal, Reuben está tomado pela dádiva do lobo. Mas apesar do clima festivo, ele se sente inquieto, assombrado por fantasmas de seu passado e por dúvidas em relação ao verdadeiro significado do que se tornou no assustador e excitante Os lobos da invernia.”


Resenha:

Já faz alguns dias que terminei esse livro, mas só agora consegui fazer a resenha!

Nessa sequência de A dádiva do lobo que já foi resenhado aqui no blog, temos um Reuben confrontando seus problemas pessoais e familiares, Laura decide se juntar a tribo de Morpherkinder (Lobisomens) e passar a eternidade ao lado de seu amado, já o rapaz começa a ter sentimentos confusos quando percebe que a moça não é mais tão vulnerável e a ideia de nunca morrer começa a causar certo espanto em sua cabeça, ele percebe então que toda sua família vai envelhecer e morrer e que ele terá que aprender a lidar com isso.

Jim seu irmão e padre revela segredos a Reuben que ele jamais puderá imaginar, o eclesiástico escondia um passado bem triste e que obviamente volta a bater em sua porta, Celeste sua ex noiva o surpreende com uma boa noticia, mas que por outro lado o deixa mais confuso ainda, Reuben se vê tendo que ajudar o irmão e resolver sua vida.

Anne Rice trabalhou melhor  os outros personagens, tivemos um pouco mais dos antigos lobisomens, outros personagens entraram na serie trazendo mais mistérios com eles, o que acaba criando uma expectativa maior para um terceiro livro.

O que eu sempre gostei na escrita da tia Rice, foi o fato dela não se prender muito tempo em alguma coisa, não deixar aquela ansiedade se algo vai ou não acontecer, conseguir surpreender sem precisar ficar enrolando, mas nesse livro eu senti que ela criava um situação critica e depois arrumava uma solução simples demais para resolver logo.

Apesar de tudo eu gostei bastante do livro, foi bom me sentir de volta a Nideck Point, adoro as descrições dos locais que a autora faz, adorei a enorme casa que ela criou no primeiro livro e quando comecei o segundo me senti voltando a visitar o local e foi bem mágico. Reforço as minhas criticas referente ao fato dela sempre criar personagens jovens demais com carga cultural muito grande, mas acredito que isso é o que Anne gostaria que fosse verdade, que todos os jovens gostassem de ler, que se interessassem por coisas que fogem ao mundo que os cerca, enfim os pontos negativos não são de fato negativos, é aquela coisa que acontece com todo autor dono de uma série de livros de sucesso, quando ele resolve mudar seu foco, acaba causando estranheza nos leitores.

Confesso que ainda prefiro os livros que Anne Rice escreveu dentro das crônicas vampirescas, essa nova série é muito boa, mas não me faz reconhecer tanto a minha autora preferida. Talvez eu mude esse conceito quando ler a saga das bruxas.




Gente, eu sei que já estou ficando extremamente repetitiva, mas que fã que não pira quando o ídolo da uma atençãozinha mesmo que minima, eu sempre marquei Anne Rice no Facebook quando fazia um post aqui no blog referente aos livros dela, mas acho que ela nunca havia visto nenhum, acontece que dessa vez ela viu, ela viu meu post sobre o novo livro e eu estou completamente maluca, o melhor que foi em um dia que eu estava bem desmotivada e meio doente, isso me veio como um presente, uma injeção de ânimo, pode parecer pouco para algumas pessoas, mas para mim foi surreal!



Ai meu Deus, ela me notou nesse mar de fãs, me sentindo especial! kkkkkkkkkkkk

Acompanhando as fanpages de Anne Rice (sim ela de novo) eu comecei a notar que existe uma eterna discussão sobre Tom Cruise, para quem não sabe, em 1994 Tom Cruise ao lado de Brad Pitt e Antônio Bandeiras estrelaram o clássico “Entrevista com o vampiro”. Cruise de forma memorável deu vida ao personagem Lestat de Lioncourt, um jovem (bem jovem) vampiro que vagava sozinho pelo mundo em busca de um companheiro, até que encontra Louis (Brad) e o transforma...

A discussão gira em torno de um possível novo filme ser lançado, alguns fãs (eu estou no meio) defendem que Tom Cruise é insubstituível, que nenhum outro irá dar vida ao personagem tão bem quanto ele, já outros acham que eles está velho demais para o papel e a própria Anne já demonstrou interesse em outros atores mais novos como o lindíssimo Christopher Hemsworth, na minha opinião ele é muito fortão, grandão para ser o príncipe moleque.



Tom Cruise não é o único que passa por isso, não é o único a envelhecer porém como se trata de um filme de vampiros a coisa fica complicada, porque quando se fala de bebedores de sangue não se pode envelhecer, mas será que hoje em dia com toda a computação gráfica e maquiagem não daria para enganar? Ou será que é melhor os fãs desapegarem e aceitarem um novo ator, lembrando que no fracasso de “Rainha dos condenados” o filme, tivemos Stuart Townsend como Lestat, eu não gostei muito, mas bastante gente adorou, achou que ele combinou bastante, mesmo o filme sendo bem ruim.

Uma pessoa em um dos grupos postou uma foto do Tom em Rock of Ages onde ele interpreta Stacee Jaxx um roqueiro estilo Axl Rose, que mesmo não estando loiro lembrou bastante o Lestat dos livros Rainha dos condenados, então eu acho que sim, ele poderia ainda fazer o personagem.

Tom Cruise como Stacee Jaxx



Acontece muitas vezes também de você imaginar o personagem de uma forma quando lê o livro e no lançamento do filme você se desaponta porque os atores não correspondem em nada ao esperado, isso também é bem desanimador.

Imagino quem em série o problema seja ainda maior, em True Blood acontece algo bem parecido com o ator Stephen Moyer o vampiro Bill Comptom que ao meu ver envelheceu muito desde a primeira temporada, o mesmo não aconteceu com Alexander Skarsgård que faz Eric também um vampiro porém esse só melhorou com os anos.

Stephen Moyer como Bill Comptom

Vocês conhecem alguma outras séries ou saga de filmes que teve uma demora muito grande entre um filme e outro e os atores acabaram ficando velhos demais para o papel? O que acham que deveria ser feito em uma situação como essa?

Hoje eu venho com uma notícia quentíssima para os fãs de Anne Rice e dos bons livros de vampiro há tempos extintos.


Como a imagem acima já adianta, a rainha dos vampiros está voltando a escrever sobre vampiros depois de longos 11 anos e melhor ainda, sobre o icônico vampiros Lestat, o livro será lançado nos Estados Unidos no dia 28 de outubro e sabe se lá Deus quando no Brasil, o livro será uma sequência de uma de suas grandes obras "A rainha dos condenados" a autora estava mantendo tudo em segredo por solicitação da editora, em entrevista a autora disse que sente que essa é uma nova era para as crônicas vampirescas e que finalmente ouviu a voz de Lestat chamando por ela.



O livro contara com muitos detalhes sobre a "Talamasca" e muitos personagens devem voltar, talvez com exceção dos últimos inseridos que mesclam a trama entre bruxas e vampiros, mas o único nome confirmado até agora é o de Benji.



Agora que já expliquei tudo bonitinho eu já posso me expressar?

Gente, não consigo, não consigo explicar tudo que sinto, não sei se estou feliz ou com medo, mas sei que a ansiedade domina e a vontade de dar uns tapas na Anne Rice (brincadeira, ou não) porque ela falou que as crônicas haviam encerrado, que ela não iria mais escrever sobre vampiros e parafraseando Jaja "Santa Diva Mentirosa nossa querida Tia Anne". Meu medo é só por alguns motivo, já faz alguns anos que ela parou de escrever as crônicas, eu achei os últimos livros dela meio que uma pequena apelação ao público geral, senti que ela queria levar seus livros a mais pessoas e acabou transformando em algo mais comum e clichê, não foram ruins, mas não foram maravilhosos como os primeiros, mas confesso que mesmo assim eu irei adorar ver ela escrevendo sobre meus personagens favoritos novamente e a possibilidade de tudo não parar nesse livro me anima muito.

Espero que a Rocco não demore em publicar os livros no Brasil e faça um trabalho bonito, estou muito feliz e não vejo a hora de poder ler essa nova obra da minha Diva literária.

Assistam ao vídeo da entrevista que Anne Rice fala sobre o novo livro. (Em inglês)






Ps: As informações foram tiradas da Fanpage da autora e do Forúm Ilha da noite dedicado a autora, devo agradecer ao amigo Jaja que trouxe as notícias no forúm e me avisou no Facebook.


Informações do livro:

Título: A Vampira de Sussex
Autor: Arthur Conan Doyle
Páginas: 240
Editora: Melhoramentos

Sinopse:
Em a Vampira de Sussex, você vai se aventura por uma série de histórias sobre o ilustre detetive que haviam ficado guardadas por muito tempo. Cada narrativa é um misto de suspense e mistérios intrigantes, que só o grande Sherlock seria capaz de desvendar.

Comentários

Quando se trata de livro de contos eu acabo apenas tecendo alguns comentários, fazer uma resenha se tornaria muito cansativo e longo.

Eu já havia dito aqui no blog que sempre lia contos no intervalo entre um livro e outro, mas como agora ando sem tempo para ler, eu havia separado um livrinho de contos para ficar na bolsa e sempre que sobrasse um tempo eu iria ler um deles, aproveitando que no natal meu amigo Luiz Henrique me deu três livrinhos do grande Arthur Conan Doyle cada um com vários contos sobre Sherlock Holmes eu acabei por escolher um deles, eles levam como título um dos contos e meu escolhido foi "A vampira de Sussex" que como já diz na sinopse, traz alguns contos esquecidos e a maioria deles eu ainda não havia lido o que me deixou bem feliz...

O conto que intitula o livro foi um dos que mais gostei, bem surpreendente, Senhor Fergusson uma marido preocupado com a sanidade da esposa e a vida do seu filho mais novo, procura Sherlock Holmes logo após ver sua mulher sugando o pescoço do seu bebê, como na maioria dos contos esse parece mais um de impossível solução, eu não consegui imaginar de forma alguma o que girava em torno do mistério, mas de forma simples o detetive coloca as cartas na mesa e mostra que não era nada daquilo que se pensava.

Devo dizer que achei esses contos bem diferente do que estava acostumada, inclusive tem um deles que não é narrado pelo grande Dr. Watsom o que me causou grande estranheza, no último conto do livro eu vi um Sherlock bem diferente do que costumava ver nos contos que já havia lido, confesso que não gostei do final, esperava mais do Mr. Holmes, também achei o Dr.Watsom meio "apagado" com pouca atuação nos casos, mas eu gostei muito e valeu a pena, vou em breve ler os outros livros, mas creio que já vou conhecer a maioria dos contos, mas vale a pena reler.





Informações do Livro:

Título: A dádiva do lobo 
Autora: Anne Rice 
Páginas: 477 
Editora: Rocco


Sinopse:

Na costa da Carolina do Norte, o jovem jornalista Reuben Golding prepara uma reportagem sobre a enorme propriedade do desaparecido Felix Nideck e acaba se envolvendo com a herdeira Marchent Nideck. Após algumas horas na mansão, porém, Reuben é atacado por uma criatura que o transforma em um lobisomem. Depois de tornar-se um tipo controvertido de herói na cidade, por ajudar quem está em apuros, Reuben precisa esconder-se da polícia, dos médicos e até da própria família, e aprender a lidar com suas novas habilidades. Primeiro livro da nova série da consagrada Anne Rice, A dádiva do lobo foi elogiado na imprensa americana.


Resenha:

Se segurem porque eu tenho bastante coisa para falar desse livro.


"Os arquitetos de qualquer sociedade dependem de mentiras"

Reuben é um jovem jornalista, dono de uma beleza notável, fato que o incomoda um pouco, em um de seus trabalhos o rapaz é mandado até a costa da Carolina do Norte para escrever uma matéria sobre a casa dos Nideck, ele é recebido por Marchent a atual proprietária que pretende vender o local, a moça tem um tio desaparecido a quase 20 anos, o misterioso Felix Nideck que logo de cara causa interesse em Reuben.

Encantado com a beleza do lugar Reuben passa a desejar a casa para ele, o moço também se envolve emocionalmente com a proprietária da casa, mas durante a noite algo muito trágico acontece, assassinatos brutais e muita violência, Reuben o único sobrevivente escapa após um animal estranho o morder violentamente.

Daí em diante já dá para se imaginar o que acontece, não é mesmo? Reuben é levado ao hospital e lá sua mãe que é médica se encarrega do seu tratamento, porém ela começa a notar algumas diferenças no filho, como crescimento fora da idade, seus cabelos aumentam e ele se recupera em velocidade espantosa, mas o que mais intriga a experiente médica é o fato de todo material genético que é colhido do filho acaba se tornando inutilizável em questão de minutos. Com a rápida recuperação, Reuben pode voltar para casa e ai que as mudanças começam de verdade, ele passa pela sua primeira transformação para o que ele chama de Lobo homem, porém sem ninguém para orientá-lo ele passa a ter que descobrir sozinho tudo sobre sua nova forma.

Eu nunca fui muito entendedora do mito de lobisomens, mas de Anne Rice eu sou e eu já imaginava que ela fosse reconstruir a lenda e com certeza de forma muito inteligente, o lobo homem criado pela autora, é imune a balas de prata e não depende da lua para se transformar, outra diferença está no fato de Reuben não se tornar uma besta fera sem controle na forma lupina.


Anne criou personagens secundários maravilhosos como sempre e alguns deles conquistam mais que o protagonista, como no caso de Margon que eu quero mais desse personagem nos próximos livros, não que eu não tenha gostado de Reuben, pelo contrário, achei um personagem ótimo, mas ele tem momentos que podem irritar qualquer leitor paciente, todo o questionamento do mal que traz de volta aquela clássica frase das crônicas vampirescas "O mal é um ponto de visto" um conceito particular, todos os questionamentos que ele tem em relação ao seu ser, mas quando tem oportunidade de obter resposta ele deixa tudo para um garoto de 16 anos perguntar e as respostas que o menino conseguir vai ser as que ele também vai ter, ficar ponderando se é educado ou não perguntar algo a respeito do que ele é, em minha opinião é ser muito sonso, mas em outros momentos ele consegue compensar esse lado bobo dele.

Achei também que Anne acabou dando uma pirada em certos momentos, principalmente em cenas protagonizadas por Laura e Reuben, digamos que zoofilia ou bestialidade não é algo que eu ache muito interessante, sem falar que Laura é de um sangue frio admirável, alguém que encontra um lobisomem dançando numa clareira e consegue se manter firme sem correr não pode ser lá muito normal.

O livro em minha opinião não é um dos melhores da autora, me deixou bastante indignada em certos momentos, a autora que me conquistou por sempre fazer descrições maravilhosas e esclarecer todos os fatos de forma mágica acabou me deixando confusa em algumas partes, fiquei por muito tempo pensando sobre a facilidade e naturalidade de alguns acontecimentos, acontecimentos esses que eu esperava mais coisas, mais explicações.



Outro ponto que passou a me incomodar nesse livro é o fato de Rice transforma qualquer personagem jovem em algo que não sei como definir, todos os personagens tem consigo uma bagagem cultural invejável, gostos musicais nada condizentes com a época, isso funcionava bem nas crônicas vampirescas pois se tratava de vampiros de muitos séculos de idade onde apenas o corpo tinha uma aparência jovem, mas quando se trabalha com jovens da sociedade atual isso não pega tão bem, não estou dizendo que pouca idade simbolize ignorância, acredito sim que muitas pessoas mesmo com pouca idade possam sim apreciar poetas antigos, gostar de música clássica, mas isso é pouco comum, um personagem até vai, mas dois, três já é forçar a barra.

Eu diria que Anne Rice errou um pouco na mão, todos esses anos sem escrever sobre seres da noite não fez muito bem a ela, o livro não é ruim, eu gostei da leitura e vou continuar com a série, mas fico na esperança que ela corrija alguns pontos, porque a história em si é realmente muito boa e com personagens muito bons, mas drogas nessa idade não é uma boa não viu tia arroz.

Eu quero deixar claro que Anne Rice ainda é minha autora favorita e que eu recomendo esse livro mesmo tendo não gostado 100%, e que eu não me arrependo em nada de ter lido.

Gente como é difícil apontar defeitos em alguém que admiramos muito.



Informações Do Livro:

Título: A História do Ladrão de Corpos
Autora: Anne Rice
Editora: Rocco
Páginas: 467


Sinopse:


Lestat. Herói-vampiro, encantador, sedutor de todos os mortais. Através dos séculos ele foi cortejado como príncipe no reino das trevas onde vagueiam os mortos. Agora ele está diante de uma proposta que mudar tudo. Reglan James, um desconhecido quer trocar seu corpo com o do poderoso bebedor de sangue. É sua oportunidade de sentir o poder de um vampiro. É a oportunidade de Lestat sentir as sensações de um mortal.

Resenha:

“Aqui fala o vampiro Lestat. Tenho uma história para vocês. Sobre uma coisa que aconteceu comigo...” 

Lestat está cansado da imortalidade, sente falta dos prazeres que a vida humana proporciona, ele quer sentir novamente o calor do sol, o sabor dos alimentos, das bebidas e os prazeres do sexo, ele enxerga a oportunidade de conseguir tudo isso quando o misterioso Raglan James aparece em sua vida e faz uma proposta tentadora, uma troca de corpos temporária, Lestat entra no corpo de Raglan e Raglan assume o corpo vampiresco, em troca o "príncipe moleque" precisa pagar uma quantia bem alta ao estranho.

Mesmo alertado por David que se tratava de um vigarista, e também por Louis que a troca é uma loucura e que Raglan poderá sumir com seu corpo deixando ele para sempre preso a vida humana Lestat arrisca tudo e segue em frente com a ideia.

O novo corpo de Lestat é muito bonito e atraente, mas o que ele não esperava é que ele fosse ficar doente, chegando a beirar a morte, ele passa a ter alucinações com Claudia sua "filha" vampira que morreu a muitos anos atrás, a vampira criança volta em pensamentos para atormentar o agora humano Lestat, sua vida é salva por Gretchen uma freira com uma visão diferente de Deus, e contrariando seus votos a mulher tem um desejo, deixar de lado a castidade e então ela vê no estranho rapaz a oportunidade de consumar o ato e sendo assim os dois passam uma noite juntos e com a promessa de voltar com seu corpo verdadeiro ele parte em busca de ajuda. Raglan deixa um rastro de morte por onde passa e precisa ser parado, David aceita ajudar Lestat e juntos desenvolvem um plano, embora grandes as chances de algo ruim acontecer eles vão em busca do corpo de Lestat.

Lestat é totalmente egocêntrico, sua vaidade supera qualquer coisa, em busca do que ele deseja ele coloca a si próprio e todos em sua volta em risco, nesse livro ele supera todos os limites e confesso que em alguns momentos o achei completamente burro, qualquer um saberia que a ideia era uma furada e ele insiste e depois volta correndo pedindo ajuda daqueles que o alertaram.


"_ Louis, esse homem pode me dar um corpo humano. Você não ouviu nada do que eu disse.

 -Corpo humano! Lestat, não pode se tornar humano simplesmente adquirindo um corpo humano! Você não era humano quando estava vivo! É um monstro desde que nasceu e sabe disso. Com que diabo pode se iludir desse modo?"

Louis me surpreendeu negativamente, mesmo Lestat aprontando uma das piores coisas que ele já fez, eu esperava ao menos piedade da parte de Louis, fiquei sim com raiva dele, mas já passou! kkkkk

A narrativa de Anne Rice é ótima como não me canso de falar, o começo do livro pode não agradar a todos, pois é bem lento e cheio de detalhes e lamentações por parte do protagonista (Como tinha de ser), mas tem uma boa mudança no decorrer da história e um final magnifico, gostei muito do rumo que as coisas tomaram, embora eu já soubesse mais ou menos o que iria acontecer devido ao fato de ler a série toda fora de ordem, mas ainda sim me foi bastante interessante.

Eu adorei o livro (Só queria um pouquinho mais de Marius, porque Marius nunca é demais), recomendo a todos que gostam de livros bem descritos, com diálogos inteligentes e filosóficos, e principalmente que tenha paciência, porque é uma leitura demorada, mas muito prazerosa, já estou pronta para mais uma obra da minha autora preferida e em breve resenha aqui no blog da mais recente obra dela lançada aqui no Brasil "A dádiva do Lobo".

Aproveitando o post, vou deixar aqui um link de um ótimo texto que li hoje sobre emprestar livros, e sobre uma ética que deveria ser criada, quem estiver afim de ler: Ética do Livro: Os 13 Mandamentos.

Bom, por hoje é só, espero que tenham gostado da resenha!



Halloween Chegando, nada melhor do que entender como alguns personagens foram criados...



Quero avisar antes de mais nada, que não estou me importando com a opinião de quem tem um discurso pronto sobre “não comemorar datas que não fazem parte da nossa cultura”, mesmo porque esse post não é para enaltecer as comemorações e sim citar algumas curiosidades, então vamos lá.



No Halloween algumas figuras são quase que obrigatórias, bruxas, vampiros, fantasmas, Frankenstein e múmias, são os mais clássicos, mas sabiam que algumas dessas lendas foram esboçadas em uma reunião a beira do lago a convite de ninguém mais, ninguém menos que Lord Byron?

Pois é, foi entre 15 e 17 de junho de 1816 que George Gordon Byron, o lorde Byron, o mais famoso poeta romântico da literatura britânica, o médico e escritor John William Polidori, o poeta Percy Shelly, sua namorada Mary Shelly e a meia-irmã dela, Claire Clairmont, depois de uma tempestade ficaram presos na mansão Villa Diodati e resolveram contar histórias de terror, quando não tendo mais histórias a contar eles resolveram criar as suas próprias a partir de uma especie de aposta.

John Polidori ao ler manuscritos de Byron (seu chefe na época) sobre criaturas monstruosas que se mantinham vivas ao se alimentar de sangue humano inspirou-se a escrever o que mais tarde tornaria-se um dos primeiros contos a descrever o vampiro como ele é hoje conhecido, a criatura deixou de ser apenas um monstro para um ser aristocráta e sedutor, influenciando mais tarde autores como Bram Stoker, Anne Rice e Edgar Allan Poe. O vampiro criado por Polidori o excêntrico e mal caráter lorde Ruthven parece ser inspirado também no comportamento de Byron, acredita-se que o autor usou seu antigo chefe ao traçar o perfil do vilão.

Essa imagem não se refere ao vampiro de Polidori, apenas está ilustrando o post.
Outra criatura que teve seus primeiros relatos nessa reunião foi o Frankenstein, Mary Shelley sempre ouvira relatos entre seu na época namorado Percy Shelly e Lord Byron sobre algo conhecido como Galvanismo, que era uma teoria da possibilidade de dar vida organismos com descargas elétricas, então ela escreve a história que dois anos depois se tornaria o famoso romance Frankstein, acredita-se que a obra tinha um tom de crítica e questionamento aos avanços da medicina e as responsabilidades que isso trazia.



Outros contos de menor expressão foram originados nessa reunião, mais alguns vampiros e fantasmas saíram de lá. E pensar que um final de semana qualquer, para relaxar e conversar com amigos, acabou criando duas das maiores lendas já criadas pela literatura é bem interessante.

Espero que tenham gostado dessas informações da mesma forma que eu gostei, tomei conhecimento a pouco do conto de Polidori através de uma fanpage no Facebook, no entanto para minha surpresa, minha irmã ganhou um livro no colégio que reunia alguns contos de vampiros e no livro informava resumidamente as origens de cada um, e tinha lá “O vampiro” de John Polidori, e lendo um pequeno relato dessa reunião, eu resolvi pesquisar mais sobre esse acontecimento e descobri que foi mais interessante do que eu pensava.


E vocês, o que acharam? Me contem nos comentários.



True Blood é uma das minhas séries preferidas e felizmente está chegando à sua 6° temporada que começa domingo dia 16/06/2013.

Adoro vampiros e tudo que envolva fantasia, lobisomens, anjos, bruxas, demônios, fadas, metamorfos e etc e True Blood reúne tudo isso.

True Blood teve sua primeira temporada em 2008, a série conta a história de garçonete Sookie uma mocinha sem sal que é irmã de Jason o típico garotão muita pose e pouco conteúdo, mas super família, os dois foram criados pela avó depois da estranha morte dos país. Em True Blood temos um cenário de coexistência entre vampiros e humanos, sim os vampiros se revelaram, saíram dos caixões e estão aos poucos sendo aceitos pelos humanos, ou pelo menos quase, os vampiros agora se alimentam de Tru Blood (sangue sintético e sim é “Tru” mesmo), mas a maioria faz isso apenas por faixada.

Sookie se apaixona por Bill o vampiro “bonzinho”, mas ao longo da série fica dividida entre Bill e Eric o vampiro sínico, arrogante, sem muitos escrúpulos, loiro, alto bonito e sensual (kkk) e ainda tem Sam seu patrão e mais para frente  Alcide para brigar pelo coração da mocinha sem sal e açúcar, como isso gente? Mas ok né.




Detalhe: Sookie (Anna Paquim) e Bill (Stephen Moyer) são casados de verdade.

Em True Blood acontece comigo o mesmo que acontece na maioria dos livros, eu não consigo gostar dos personagens principais, exceto Eric que é um caso a parte, mas em True Blood meus personagens preferidos são:

Jessica Hamby (Deborah Ann Woll): Vampire Baby, cria de Bill, linda e rebelde, ela quer aproveitar a vida (ou morte) de Vampira e fazer tudo o que não podia fazer por causa de sua família rígida, Jéssica está sempre protagonizando as cenas mais inesperadas e sensuais da série toda, tem um romance com Hoyt o filhinho da mamãe e melhor amigo de Jason, mas Jéssica é muito libidinosa para um relacionamento monogâmico e começa a se envolver com Jason e acaba quebrando o coração de Hoyt e estragando a amizade dos dois, agora me digam, tem como não amar?



Pamela Swynford (Kristin Bauer): Eu poderia dizer que Pam é a minha preferida, mas acho que ela fica empatada com Jéssica, ela tem tudo que eu gosto em uma personagem, é malvada (ta nem tanto) inteligente, sexy e leal ao seu criador Eric Northman (Alexander Skarsgard), única coisa que não gostei de Pam na série é seu envolvimento com a Tara.




Eric Northman (Alexander Skarsgard): Eric é o Viking bonitão xerife (dos vampiros) de Bom Temps, e junto de Pam são donos da boate Fangtasia, um lugar que recebe humanos e vampiros e quem mais tiver coragem de se aventurar por lá, Eric não é o tipo de vampiro bonzinho, pelo contrário, ele faz muitas coisas erradas, mas ele ainda tem um pouco do lado humano que às vezes deixa transparecer, ainda mais quando tem Sookie na parada, gosto dele porque mesmo apaixonado pela moça ele mantêm a racionalidade (ou quase) e ele é o típico fodão, protagoniza as cenas mais “explosivas” da série, junto de Bill conseguem ir contra até a “Autoridade”, ele é simplesmente demais, só sinto raivinha dele quando maltrata Pam, não pode.




Queria também lembrar da Rainha Sophie Anne (Evan Rachel Wood) e Godric (Allan Hyde) que embora tenham aparecido pouco na série, com certeza foram personagens especiais e eu gostava muito, não acreditei no fim que Sophie Anne teve e não me conformo até hoje.

Personagens odiozinho:

Tara Thornton (Rutina Wesley): Tara começa sendo a porra louca que fala tudo na cara, não leva desaforo para casa e depois se torna a vadia chorona que só se envolve com caras problemas que tem relações com demônios e morrem depois ou com vampiros que explodem na sua cara, ela é muito chata e quando você acha que chegou o fim pra ela, onde ela leva um puta tiro na cabeça o inesperado acontece e ela vira a primeira cria de Pam. Por que meu Deus? Por que linda Pam, por que não deixou essa chata morrer?


Acho que só, não tenho ódio por mais nenhum dos personagens, tenho relação de amor e ódio com alguns como: Sam, Andy, Arlene e Terry, Luna, Jason e Bill (ok Bill é mais ódio que amor, mas né...). O resto do elenco também fica nessa de amor e ódio...

Bill Compton (Stephen Moyer): Beal é meio que Louis de Pointe Du Lac de Entrevista com o Vampiro, o típico vampiro que se lamenta por ser quem é, vive isolado, mas isso muda um pouco com o desenrolar da série, mas ele continua chato, só dar um pouquinho de poder na mão dele e pronto ele já se acha o fodão, mas não, ele é apenas chato.




O roteirista maluco da série Allan Ball, ou melhor, era, ele deixou a série agora nessa sexta temporada e é algo que eu ainda não decidi se gostei ou não, eu gosto dele, mas acho que ele fez muita cagada durante a série, coisas que me deixaram bem puta... “Por que Jesus e não Tara”.


Allan é meio aficionado pela morte, dizem que pelo fato de ter presenciado a morte de sua irmã em um acidente de carro em que ela mesma dirigia, era aniversário de 22 anos dela e ele com 12 anos a acompanhava, a cena mexeu muito com ele e parece ter influenciado  sua vida.

Allan foi roteirista da marcante cena do filme “Beleza americana” (1999) em que uma sacola de supermercado fica voando pelo ar, filme dirigido por Sam Mendes. Allan também dirigiu a aclamada série Six Feet Under (A sete Palmos) que foi responsável pelo sucesso da HBO, obviamente a série fala bastante de morte, a história passa em uma funerária tendo como protagonistas a família Fisher, mas ao contrário de True Blood onde existe imortais em Six Feet Under o difícil mesmo é escapar da morte.

True Blood está de volta agora e eu estou bem feliz, espero que tenham gostado desse post sobre uma das minhas séries preferidas.





Como no mês de março o tema era Anjos e Vampiros eu nem tive muito trabalho para pensar em qual livro de vampiro eu iria ler, claro que seria algum da Anne Rice que eu ainda não tivesse lido e só me restavam dois das “Crônicas Vampirescas” e como eu já estava lendo “O ladrão de corpos” (resenha em breve) eu decidi que seria “Cântico de Sangue” o escolhido, foi então que notei que eu não faço muitas resenhas da minha autora preferida aqui no blog, o fato é que eu li os livros já tem bastante tempo e na época eu ainda não tinha o blog, mas se gostarem eu posso fazer dos outros, talvez seja uma boa hora para reler algum dos meus preferidos da tia Arroz, sem me estender mais, vamos à resenha.

Autora: Anne Rice
Editora: Rocco
ISBN: 9788532521484
Número de páginas: 285

Sinopse: O vampiro Lestat volta à cena como narrador no mais novo livro de Anne Rice. Cântico de sangue é uma história de amor e lealdade, que faz os leitores retornarem à Fazenda Blackwood e os coloca frente a frente com o universo do proprietário Quinn Blackwood, e sua amada Mona. 







Atenção – Resenhas sobre livros da Anne Rice podem ser longas, cansativas e conter muitos spoilers.

Eu nunca fui muito fã de Lestat, na verdade é um caso de amor e ódio, gostei dele logo de cara nos primeiros livros da série, mas fui criando certa antipatia no decorrer das histórias devido ao fato dele mergulhar de cabeça na religiosidade e ficar muito choroso, já mencionei aqui no blog que tive uma dificuldade enorme em ler “Memnoch The Devil”, mas que depois no final eu percebi que se tratava de uma história magnifica, isso acontece muito com os livros da Anne Rice e com “Cântico de sangue” não foi lá muito diferente, já que mais uma vez temos Lestat de Lioncourt como personagem central da trama, o começo do livro é bem difícil, pois Lestat já começa se lamentando por desejar ser santo.
“Quero ser santo. Quero salvar almas aos milhões. Quero fazer o bem por todos os cantos do mundo. Quero combater o mal! - Quero minha imagem em tamanho natural em todas as igrejas, estou falando de uma estátua de um metro e oitenta, cabelo louro, olhos azuis.”
 E depois ele segue o livro dando um chega pra lá em mim (Oi, como assim?),  É que na verdade o livro tem logo de cara (depois de toda santidade destilada) um sermão aos fãs e seguidores de São Lestat que não gostaram muito da falta de ação por parte dele no livro Memnoch, então foi ai que percebi que eu não fui a única a não gostar muito da personalidade emotiva de Lestat.
“O que foi mesmo que aconteceu quando lhes dei Memnoch?...”

“... Eu fui à Corte de Deus Todo Poderoso e às profundezas uivantes da perdição, meninos e meninas, e lhes passei fielmente minhas confissões até o último tremor de confusão e aflição, tentando induzi-los a compreender através de minhas próprias palavras por que fugi dessa apavorante oportunidade de realmente me tornar um santo. E o que vocês fizeram? Vocês reclamaram!
“Onde estava Lestat, o Vampiro?”. Era só isso o que vocês queriam saber.”

Sim Lestat, nós sentimos falta do “Vampiro Lestat, mas que bom que ele voltou né?
Tem muita coisa de religião nesse livro, porém ele trata a religiosidade nesse livro de forma mais cômica e menos devota, exceto pelo santo em que ele dedica toda sua fé durante o livro, o misterioso São Juan Diego, mas nada muito excessivo ou cansativo.
“Nunca vi tantas pedras como na terra santa – pés descalços, camelos, imaginem aquela época, não surpreende que eles apedrejassem as pessoas...”
No entanto ao mergulhar mais e mais no livro eu consegui notar que não seria mais um livro de lamentações, pelo menos não por parte de Lestat, aliás, eu notei inclusive que o príncipe moleque estava mais maduro nesse livro, mas não gostei muito do motivo desse amadurecimento, dou mais detalhes no decorrer, não quero deixar a resenha sem sentido, o que acontece nesse livro é que a história de fato começa logo após a morte de Merrick e com perdão da palavra, mas meu Deus que vontade esbofetear a senhora Rice por causa disso, por que Merrick, por quê?  Não pode, Ok, me acalmei. E toda a falta de decoro de Lestat que não foi ter com os mais próximos de Merrick e comunicar sua morte e acho que ao menos David ou Louis merecia alguma explicação, mas não, Lestat nem se deu importância, ficou lá com o bobão do Quinn fingindo serem mortais excêntricos, eis que surge Mona Mayfair a amada de Quinn que foge de seu leito de morte, chega a fazenda Blackwood mal se sustentando em pé, Lestat na tentativa de poupar Quinn do sofrimento da perda da amada, transforma a moribunda em Vampira, ai que tudo começa a ficar bom, claro que um pouco de enrolação, mas que foi até legal de ler, Mona se mostra um garota mimada e metida a rebelde, que vira e mexe ofende Lestat com palavras perversas sobre seu passado e seu autoritarismo que ela mesmo aceitou ao ser criada por ele  e depois volta atrás pedindo perdão, acho que ela consegue ser mais chata que Louis quando foi criado, Louis era apenas depressivo, ela não, ela quer ser rebelde, quer ser dona de si, mas não sabe nem por onde começar e depende de Lestat para tudo, enquanto Quinn fica na tentava inútil de apaziguar tudo.
Esse livro é escrito de forma bem diferente dos outro, tem uma linguagem mais moderna e isso é inclusive ressaltado por Lestat durante a trama em vários momentos:
“Então abri por telepatia a fecha dura da porta do quarto de Quinn e adentrei. Adentrei? Por que não entrei? É essa artificialidade antiquada que precisa sumir. Entenderam o que eu queria dizer? Por sinal, entrei no quarto como um furacão, se vocês querem saber.”
Gosto muito dessa interação com o leitor, torna o livro descontraído e leve de ler.
Lestat continua egocêntrico como sempre, exaltando sua beleza sempre que pode, humildade é desconhecida pelo príncipe moleque.
“Como sou diabólico! E ela suspirou novamente, suspirou como se estivesse em êxtase, olhando para mim, é, isso mesmo, eu sou lindo, eu sei.”
Mas uma coisa começa a mudar, como eu já havia mencionado ele está mais maduro e menos egoísta (eu disse menos, não completamente) e o motivo eu digo agora, todo mundo sabe que Lestat se apaixona por qualquer ser, seja homem, mulher, criança, Taltos, vampiro, humano e o que for que tenha uma beleza diferenciada, porém é sempre algo lúdico e literal, mas dessa vez Lestat se apaixona de forma humana, eis que nesse ponto da trama surge Rowan Mayfair a bruxa, tia de Mona a ricaça pertencente aos Mayfair brancos, os que Merrick tanto evitava, essa mulher misteriosa e dona de um poder que abala Lestat consegue roubar o coração do Vampiro “santo” e o deixa desnorteado, toda vez que ela aparece em sua presença, eu devo admitir que não gostei muito de ver Lestat tão vulnerável, deixando seu lado humano se sobressaltar, mas enfim, foi algo novo que surpreendeu.
“Dentro de mim, a tempestade era inescapável, Mas sou tão forte, isso todos já sabem, não é mesmo? E quando se ama o outro como eu amava Rowan, não se procura ferir jamais. As operações triviais do coração extinguem-se em plena quietude, extinguem-se na humildade de eu poder sentir isso, saber isso e conter tudo dentro da minha alma prudente.”
Do meio para o final o livro se foca na busca de Mona por sua filha desaparecida, e ai então que os Taltos entram na história, os seres quase humanos de aparência infantil.
“E talvez a criatura mais estranha que eu já vira em minhas longas andanças pelo planeta”
E isso traz a trama de forma inusitada, ela, a rainha, a mais antiga, a poderosa Maharet, que até piadinhas de Lestat faz, devido a sua inexperiência com computadores e internet.
Bom o final fugiu um pouco do que estou acostumada com livros de Anne Rice, mais ação moderna, o que não me desagradou, pelo contrário, gostei bastante do final, porém durante quase todo o livro senti uma tentativa da autora em se adequar aos romances modernos e conclui que daria um bom filme.
 “E assim a poesia alça voo, ultrapassando a literalidade: És formosa, meu amor, terrível como um exército com estandartes, desvia de mim teus olhos porque eles me ofuscam, um jardim fechado é minha irmã, minha noiva: nascente lacrada, fonte selada.”
Eu gostei bastante do livro, gostei bastante de Rowan, gostei da personalidade, um misto de loucura, autoridade e inteligência, gostei da volta da personalidade cruel e ardilosa de Lestat que aparece em seus momentos de caça e de ação, me decepcionei  com o personagem de Mona, achei que seria mais interessante, mas não passou de uma mimada que todos passavam a mão na cabeça, inclusive seu tio Michael esse se superava, mas ele tinha motivos, havia uma culpa embutida nesse sentimento de proteção que ele a dedicava, pensei que ela e Quinn poderiam formar um casal mais enérgico, mas não foi o que aconteceu, todo aquele ataque dela contra Rowan por mais que tivessem motivos, me pareceu infantil e sempre que ela perdia algum motivo para atacar a tia, ela se apegava a outro, como Quinn mesmo mencionou em algum momento.
Senti um pouco de pena do Lestat apaixonado e não gostei disso, preferia sentir raiva de suas atitudes impensadas, mas foi até interessante ver como ele mudou, acho que sempre irei nutrir esse sentimento de amor e ódio por esse personagem, Lestat é a criação mais perfeita de Anne Rice, sem dúvida.
“Minha solidão nunca mais seria tão amarga. Com o passar dos anos, ela poderia se afastar de mim, poderia chegar a condenar o cúmulo da paixão que a levou aos meus braços, poderia estar perdida para mim sob algum outro aspecto concreto que arrancaria minhas lágrimas todas as noites, mas eu não a perderia jamais, porque não me esqueceria da lição de amor que aprendi através dela, e isso ela me deu, da mesma forma como tentei dar a ela.”
Desculpem pela longa resenha, mas quando se trata de alguma obra da mestra Anne Rice eu não sei ser breve, se alguém conseguiu ler tudo eu agradeço pela paciência.
Fiquei feliz de ter fechado o mês com dois livros dentro do tema sugerido, que venha o próximo mês Abril com todo seu terror ou suspense.





Sobre a Autora: Anne Rice é uma escritora norte americana que nasceu em New Orleans, Luisiana, no dia 4 de outubro de 1941.

Nascida Howard Allen O'Brien, ela mesma escolheu 'Anne' como primeiro nome, ao entrar na escola.
Em seus livros ela invariavelmente apresenta seus vampiros como indivíduos com suas paixões, teorias, sentimentos, defeitos e qualidades como os seres humanos mas com a diferença de lutarem pela sua sobrevivência através do sangue de suas vítimas e sua própria existência, que para alguns deles, é um fardo a ser carregado através das décadas, séculos  e até milênios.

Seu livro de maior sucesso é "Entrevista com o vampiro". Anne relata que escreveu esse livro em apenas uma semana, após a morte de sua filha por leucemia, filha esta que está brilhantemente retratada na personagem Cláudia.


Mais um livro para completar o desafio e no tema de março temo Vampiros ou anjos, super gostei desse tema e meu primeiro livro já vem agora no comecinho do mês, que é o Senhor da chuva do escritor brasileiro André vianco.

O senhor da chuva

Autor: André Vianco
Ano: 2001
Páginas: 268.
Editora: Novo Século

Sinopse:
Um anjo perseguido, para não ser destruído, possui o corpo de um ser humano agonizante. Assim, o anjo quebra uma regra sagrada que dá direito aos demônios de evocarem uma guerra desigual que poderá desencadear a destruição de todos os anjos de luz da terra.

Agora, os dois exércitos estão furiosos, transformando as tranqüilas pastagens de belo verde num funesto campo de batalhas onde espadas que parecem chamas, e olhos que parecem brasas, darão o tom nesta misteriosa aventura sobrenatural, repleta de batalhas, mergulhadas no mundo dos anjos, dos vampiros e dos demônios.


Eu tenho a coleção do André Vianco, mas a muito esse livro estava esquecido na minha estante, foi então que procurando algo para ler, me deparei com ele e quando vi do que se tratava vi que era perfeito para o momento.

Thal é um anjo que protegia uma senhora, que mora ao lado de Gregório um traficante Paulistano que está preste a se meter na maior roubada da sua vida, Thal tenta intervir para que Gregório saia com vida de suas ações, salve seu amigo Renan e possa recomeçar sua vida longe dali, mas as coisas não saem como esperado, quando interrompido por demônios Thal a beira da morte invade o corpo de Gregório semimorto e passa assim dividir o corpo com ele e quebra uma regra sagrada, dando assim a deixa que os demônios queriam para começar uma batalha negra.


Eu achei um pouco exagerado a presença da religiosidade, comparando a outros livros que li que falavam da mesma coisa, inclusive os da Anne Rice (não tem como não cita-la quando o tema é Anjos, demônios ou vampiros), acho que poderia ser bem melhor se tratasse do tema se envolver religiões especificas, beirou um pouco o fanatismo e me incomodou bastante durante a leitura, mas não deixa de ser um livro excelente.
Apesar de o livro ser recheado de anjos, não esperem um cenário de piedade, de amor, os anjos desse livro não tem medo de matar, de cortar cabeças fora, destruís maxilares e etc, as descrições são ótimas, você consegue imaginar cada detalhe, inclusive os mais nojentos e assustadores, eu tive que dar umas pausas na leitura várias vezes por nojo e outras por medo, eu sou medrosa então não levem isso muito em conta, quando ao fato das partes nojentas, são realmente tensas.
O cenário muda completamente quando eles chegam à pacata cidade interiorana de Belo verde, onde o irmão gêmeo de Gregório mora, Samuel é fisicamente idêntico a Gregório, mas vive uma vida completamente diferente, casado com uma esposa perfeita, tem como maiores preocupações a sua plantação e a falta de chuva, mas isso muda completamente com a chegada misteriosa do irmão, Gregório sem memória e trazendo consigo a chuva e muitos acontecimentos estranhos vai mudar de vez a história da cidadezinha.
Eu me apaixonei de vez pela escrita do Vianco, quando chegou à parte da batalha negra, a riqueza dos detalhes com qual eles descrevia a luta onde os anjos estavam terrivelmente desfavorecidos, em números e regras me fez ficar sem ar, é possível ver todos aqueles anjos caírem machucados do céu em uma luta desonesta, as imagens passam perfeitas pela cabeça.
O livro é maravilhoso e tem um final muito bom, achei que ficou faltando alguns pequenos detalhes, como o destino de vera e mais informações sobre o agora vampiro Samuel, mas o livro é muito bom e vale a leitura.

É claro, eu não poderia deixar de comentar o fato de André Vianco citar minha banda favorita no livro.